Quinta-feira, 01 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 9 de abril de 2018
Uma confusão com homem que pediu para tirar foto com a deputada estadual Manuela D’Ávila (PCdoB-RS) e gritou “Aqui é Bolsonaro, porra” marcou a manhã desta segunda-feira (9) em frente à sede da Superintendência da PF (Polícia Federal) em Curitiba (PR), onde o ex-presidente Lula está preso.
Manuela estava em um local restrito desde o último domingo (8) a policiais, jornalistas, parlamentares, moradores e pessoas que tenham algum procedimento marcado na sede da PF.
Tanto ela como o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ) são pré-candidatos à Presidência da República.
Depois da confusão, o homem foi retirado pela Polícia Militar. Manuela disse que ele foi escoltado até o prédio da Polícia Federal e pediu providências.
“Eu quero saber quem ele é”, disse Manuela, que entrou no prédio acompanhada do senador Lindbergh Farias (PT-RJ) e do deputado Paulo Pimenta (PT-RS). Saíram sem encontrá-lo.
Nas proximidades da Superintendência, há um acampamento dos apoiadores de Lula, que fazem vigília pela liberdade do ex-presidente. Segundo a polícia, são 500 pessoas.
Durante a manhã, os militantes tocam músicas e fazem discurso no acampamento, na expectativa de que Lula ouça o barulho.
Eles aguardam a chegada de ônibus com mais manifestantes e dizem que uma comitiva de governadores do Nordeste deve chegar em Curitiba nesta terça-feira (10).
Em suas falas, além de defender Lula, criticaram o juiz Sérgio Moro. “O Moro é pequeno. Nos jornais de todo mundo era Lula nos braços do povo”, disse Lindbergh.
Manuela pediu que os militantes não citassem o nome do juiz. “Ninguém se lembra o nome do juiz que prendeu o [Nelson] Mandela”, comparou. “Os seus algozes serão esquecidos.”
Os deputados passaram a manhã defendendo que também haja mobilizações em outros Estados e em Brasília (DF).
No final do mês de março, a deputada Manuela também se manifestou contra as agressões com ovos sofridas pela caravana do ex-presidente Lula pelo Sul do País, mais precisamente em São Miguel do Oeste, em Santa Catarina.
“Vamos parar de tergiversação e dar o nome certo às coisas: isso é fascismo. Isso é não querer que exista quem pensa diferente. Isso é querer aniquilar, literalmente com pedras, aos diferentes. A eleição precisa ser o momento de enfrentarmos ao ódio. O Brasil vai vencer ao ódio!”, escreveu a presidenciável em sua conta no Twitter.
Manifestantes chagaram a quebrar o vidro e o para-brisa da frente com o veículo em velocidade, utilizando pedras e paus.
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