Quinta-feira, 01 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 18 de abril de 2018
Em novo recado à militância que o acompanha em frente à Polícia Federal, em Curitiba (PR), o ex-presidente Lula disse que valerá a pena morrer por seus apoiadores. “Por vocês valeu a pena nascer e por vocês valerá a pena morrer”, afirmou.
O recado foi repassado por seus advogados e lido aos manifestantes na tarde dessa quarta-feira pelo vice-presidente do PT, Márcio Macedo. “Queridos e queridas, companheiras e companheiros, vocês são o meu grito de liberdade todo dia. Se eu não tivesse feito nada na vida e construído com vocês essa amizade, já me faria um homem realizado. Por vocês valeu a pena nascer e por vocês valerá a pena morrer.”
A leitura foi realizada em um ato político que contou com a presença do ex-ministro das Relações Exteriores de Lula e possível candidato ao governo do Rio, Celso Amorim (PT).
Este é o segundo recado de Lula para os manifestantes, desde o dia 7 de abril, quando se entregou à Superintendência da Polícia Federal. No primeiro, transmitido há dois dias, o ex-presidente disse que está tranquilo, mas indignado.
“Continuo acreditando na Justiça e por isso estou tranquilo, mas indignado como todo inocente fica indignado quando é injustiçado”, escreveu.
Na terça, 11 senadores da Comissão de Direitos Humanos do Senado fizeram uma diligência na cela de Lula. Eles disseram que o petista está forte, mas preocupado com o futuro do país e da democracia. Os parlamentares criticaram, mais uma vez, o isolamento de Lula.
Cozinheira do Lula
Conhecida como uma das cozinheiras preferidas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso pela Operação Lava Jato, “Tia Zélia” tentou visitar o petista na cadeia e esteve nessa quarta-feira, no acampamento pró-Lula montado em Curitiba.
“Eu não consegui visitar ele não, mas tive boas notícias dele. Ele não está bem, porque não está solto, mas está sendo bem assessorado”, disse.
A cozinheira disse que vai tentar ir outras vezes a Curitiba e que só não vai preparar o prato preferido do ex-presidente – rabada – porque a PF não deixaria ela entregar a comida para o petista. “Tem que ter muito cuidado, como a Polícia vai saber que fui eu que fiz? Vai que colocam alguma coisa ali que faça mal para o presidente?”, questiona.
Sem poder visitar Lula, ela decidiu cozinhar para os manifestantes que estão acampados próximos à PF. O cardápio desta quarta-feira foi “boi ralado”, um prato à base de carne moída e legumes, servido para mais de 200 pessoas. “Hoje quando cheguei no acampamento, estava tocando uma sanfona. Eu chorei muito. É muito ruim tudo isso que está acontecendo”, disse.
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