Domingo, 04 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 19 de abril de 2018
O ex-presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa (2012-2014) disse que ainda “falta muita coisa” para definir se concorrerá ao Palácio do Planalto. A declaração foi feita nessa quinta-feira, ao chegar para o primeiro encontro com lideranças de seu novo partido, o PSB, em Brasília.
Atualmente dedicado à prática da advocacia em um escritório de Direito em São Paulo, Barbosa se filiou à legenda nos instantes finais do prazo estabelecido pela legislação eleitoral para poder estar formalmente vinculado a alguma sigla. Com a divulgação da mais recente pesquisa de intenções de voto do Instituto Datafolha, divulgada no último fim de semana, ele conseguiu vencer boa parte das resistências que ainda existiam ao seu nome dentro da sigla.
De acordo com o levantamento, Barbosa conta com 8% da preferência em cenários com a participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, índice que sobe para até 10% quando o líder petista não aparece na disputa.
“Olha, para quem não frequenta ambientes públicos, órgãos públicos, quem não dá entrevista, quem leva uma vida pacata, está muito bom, né?”, disse Barbosa ao chegar à sede do PSB. Ele foi recebido calorosamente com cartazes e pétalas de rosas vermelhas e amarelas, nas cores do partido, organizados pelo segmento social da legenda Negritude Socialista Brasileira.
Questionado, ele afirmou que ainda não se decidiu sobre a candidatura. Mas fonte do partido que vem acompanhando todo o processo de sedução do magistrado para que entre no mundo da política relatou que Barbosa demonstra vontade, sim, de se candidatar, mas não quer melindrar ou atropelar dirigentes do partido – daí a ideia de construir a candidatura de forma progressiva.
“Não sou candidato ainda”, disse a jornalistas. “Falta muita coisa.” A conversa dessa quinta-feira com os dirigentes do PSB incluiu, por exemplo, governadores – parte deles não nutria simpatia pela candidatura presidencial de Barbosa, devido à possibilidade de choque com alianças locais já costuradas, ou ainda pelo temor de escassez de recursos partidários para a campanha nos Estados.
Ainda segundo a fonte, o encontro dessa quinta-feira não teve a intenção de definir qualquer coisa, mas apenas de provocar uma interação entre Barbosa e os líderes do partido. “Vou conhecer melhor as pessoas”, explicou o ex-presidente do STF.
Entusiamo
Entusiastas da candidatura de Barbosa ao comando do Poder Executivo argumentam que o seu nome acumula um tremendo potencial político. Seja porque o ex-presidente da Corte já é conhecido, seja por sua atuação quando relatou o famoso processo do mensalão.
Dirigentes partidários analisam pesquisas qualitativas que apontam uma tendência de crescimento do recém-filiado. Eles apostam nessa promessa para eliminar qualquer resistência remanescente entre socialistas.
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