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Acontece Almoço marcou lançamento do Prêmio Exportação RS 2018

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(Foto: Fabiano Panizzi)

Um grupo seleto entre empresas, autoridades, entidades de classe e imprensa prestigiaram nesta sexta-feira, 27 de abril, o almoço que marcou o lançamento oficial da 46ᵃ edição do Prêmio Exportação RS, concedido por 18 instituições do estado. Mais de 150 pessoas foram recebidas na casa da exportação, e assistiram a uma palestra do economista Roberto Giannetti da Fonseca, que avaliou o cenário econômico pelo olhar do mercado exportador brasileiro e seu potencial de expansão.

Edmilson Milan, CEO do Prêmio Exportação RS, deu as boas-vidas e destacou a importância do evento e de quem dele participa. “É o trabalho das empresas vencedoras do Prêmio Exportação que motiva o Conselho a trabalhar ainda mais e reconhecer as empresas exportadoras. Se vocês estão hoje aqui nesse encontro tenham a certeza de que são referência em competitividade e inovação no mercado em que atuam e de alguma forma ajudaram na bela e próspera trajetória das exportações gaúchas”, afirmou Milan.

A divulgação das empresas vencedoras do Prêmio Exportação 2018 será em coletiva de imprensa no dia 17 de maio, e a grande noite de entrega da premiação será no dia 7 de junho, na Casa NTX, em Porto Alegre.

Giannetti: Confiança para recuperar a economia

Roberto Giannetti da Fonseca trouxe uma ampla pauta de temas para o crescimento da economia como o Brasil pós-recessão; o crescimento de curto prazo e de natureza cíclica; a ocupação da capacidade ociosa da indústria; desemprego; baixa taxa de investimento; abertura comercial e reformas. Diante de muitos números e gráficos, ele apontou a confiança como o principal fator da retomada do crescimento. “É a forma mais eficaz de recuperar a economia. Mas ela não cai do céu, é olho no olho, é sentir que você tem do outro lado da mesa uma pessoa que vai fazer a coisa correta”, afirmou.

Segundo Giannetti, de todos os problemas que o país tem hoje, o principal é o desemprego (entre 12% e 13%). “Utilizar a capacidade ociosa da indústria, que hoje é de 30% a 40% e a mão de obra desocupada, deveria ser uma tarefa prioritária de qualquer um que venha governar o país a partir do ano que vem”, alertou.

A baixa taxa de investimento no país (15%) foi outro ponto abordado pelo economista. ”Estamos crescendo no gargalo da capacidade ociosa que nos dá um crescimento de 2% a 3%, mas se não houver investimento, ele não é sustentável”, afirmou.

A abertura comercial é outro tema econômico do momento, conforme Giannetti. “Precisamos aumentar o grau de abertura econômica. Não dúvidas quanto a isso. O conjunto somado de importação e exportação hoje é de 22% do PIB. A média dos países emergentes é 40%. Se dobrarmos nosso grau de abertura vamos chegar num padrão mundial”, disse.

Ele ainda alertou para a necessidade das reformas. “Se fizermos as reformas microeconômicas e tivermos um maior dinamismo no setor privado, vamos conseguir dar um salto de mais de 1,5% de crescimento econômico adicional na economia brasileira”, apontou.

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