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Por Redação O Sul | 3 de maio de 2018
Só restam 11% dos 2,2 milhões de ingressos colocados à venda para a Copa Mundo da Rússia, que começa em 14 de junho. A informação foi dada nesta quinta-feira (2) por Alexei Sorokin, CEO do Comitê Organizador Local.
Na nova atualização, os russos correspondem a 46% dos compradores dos bilhetes, enquanto os estrangeiros a 54%. Na conta, não são incluídos os ingressos VIP, de hospitalidade. Após os cidadãos da Rússia e dos Estados Unidos, os brasileiros seguem sendo os que mais compraram. Nesta nova atualização, não foi especificada a quantidade por nacionalidade.
Neste momento, pelo sistema oficial de vendas no site da Fifa, entretanto só é possível adquirir bilhetes para Arábia Saudita x Egito e Panamá x Tunísia. Todos eles da categoria 1, a mais cara, custando US$ 210 (R$ 745).
Entretanto, ainda há ingressos de patrocinadores que podem ser devolvidos e aqueles que estarão disponíveis pelo sistema de revenda ou que são devolvidos caso não haja confirmação de pagamento. Também pode haver liberação de mais assentos uma vez que o mapeamento de todos os estádios seja finalizado 100%. Vários deles ainda passam por eventos-testes.
Esta fase final de vendas, que dá preferência por ordem de chegada, irá até 15 de julho, data da final.
Presidente da Fifa
A quinta-feira também foi marcada por um encontro entre o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o presidente da Fifa, Gianni Infantino, em Sochi. Eles se reuniram para discutir os detalhes finais da preparação do país para o Mundial.
Depois participaram de uma cerimônia no centro de confecção do Fan ID (identidade do fã), documento exigido pelas autoridades russas para que os torcedores tenham acesso aos estádios.
“Estamos com praticamente tudo pronto para a Copa do Mundo. Agora é questão de fazermos os ajustes para que todos os mecanismos funcionem bem”, afirmou Putin. “É nossa responsabilidade tomar conta de todos os fãs que virão nos visitar. Todos nossos voluntários e representantes devem estar prontos para prestar qualquer tipo de assistência”, alertou o presidente.
O ministro do Esporte, Pavel Kolobkov, disse ainda que até 1º de junho todos os trabalhos envolvendo a parte estrutural, como obras de entorno da arenas e infraestrutura de transporte, estarão concluídos.
Mini Copa do Mundo
Infantino, propôs a realização de um torneio que na prática seria uma Minicopa do Mundo, com a participação de oito seleções, a cada dois anos, além do tradicional Mundial realizado de quatro em quatro anos.
O torneio, conhecido como “Final 8”, seria a fase decisiva de uma Liga de Nações, projeto que faz parte de um plano ambicioso para reformar o calendário das seleções de futebol, e a Fifa acredita que teria valor de 25 bilhões de dólares em um ciclo de 12 anos.
Em uma carta vista pela Reuters, Infantino disse que um grupo não identificado de investidores propôs investir 25 bilhões de dólares para obter os direitos sobre o torneio, que aconteceria em outubro e/ou novembro a cada ano ímpar começando em 2021.
A carta não indica claramente quantas vagas seriam destinadas a cada uma das confederações. A nova competição aconteceria paralelamente aos torneios internacionais de seleções já existentes, como Eurocopa, Copa América, Copa Africana de Nações, além das eliminatórias para a Copa do Mundo.
A Copa das Confederações, atualmente realizada a cada quatro anos no ano anterior à Copa do Mundo, seria abolida.
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