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Política O Tribunal Regional Federal em Porto Alegre se nega a suspender a condenação de Lula até o julgamento do recurso no Supremo

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A defesa pedia que Lula fosse solto e, para isso, alegou que o juiz Sérgio Moro não poderia ter julgado o caso do triplex do Guarujá. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) negou nesta sexta-feira um pedido da defesa do ex-presidente Lula para suspender a condenação do petista enquanto não forem julgados recursos no STJ (Superior Tribunal de Justiça) e no STF (Supremo Tribunal Federal). O petista está cumprindo pena de 12 anos e 1 mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro.

A defesa pedia que Lula fosse solto e, para isso, alegou que o juiz Sérgio Moro não poderia ter julgado o caso do triplex do Guarujá, já que ele não tem relação direta com o esquema de corrupção na Petrobras. Segundo os advogados, o suposto crime de favorecimento do ex-presidente por meio de um apartamento pago pela construtora OAS deveria ser julgado no Estado de São Paulo, e não em Curitiba.

Os advogados também apontaram erros no tamanho da pena.

Vice-presidente da Corte, a desembargadora Maria de Fátima Freitas Labarrère afirmou que não estavam preenchidos todos os quesitos para conceder a suspensão da condenação, o que faria com que Lula saísse da cadeia.

“Vale dizer, somente com argumentos sólidos e passíveis de acolhimento pelas instâncias superiores, do ponto de vista da legalidade e constitucionalidade, é que se pode obstaculizar o cumprimento do julgado emitido pela Corte Regional”, afirmou a vice-presidente, em sua decisão.

Nos tribunais superiores, a defesa de Lula pode apresentar o recurso especial, ao STJ, e extraordinário, ao STF. A admissibilidade dessas duas medidas também deve ser decidida pela vice-presidente do TRF-4. O julgamento dos recursos, porém, é feito nas instâncias superiores.

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