Sábado, 31 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 19 de julho de 2015
Duas vezes por mês, dois japoneses vestem equipamentos de mergulho e enfrentam o mar. Yasuo Takamatsu busca pela esposa e Masaaki Narita procura a filha, ambas levadas pelo tsunami que atingiu o Japão há quatro anos.
Eles sabem que elas não estão mais vivas, mas esperam encontrar algo, qualquer coisa, capaz de dar-lhes um sentido. Sob as águas da Baía de Onagawa, na Província de Miyagi, no nordeste do Japão, encontram-se geladeiras, TVs, carros e caminhões acumulados no fundo, cobertos por uma camada de lama.
“Imagine uma grande cidade, coloque-a em um moedor e jogue tudo no oceano”, foi como um oceanógrafo descreveu o efeito do tsunami japonês.
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