Segunda-feira, 24 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 27 de maio de 2018
O PT formalizou a pré-candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso por corrupção, com mobilizações em várias cidades do Brasil, mas que perderam força após sete dias de greve dos caminhoneiros.
Com o País paralisado pelo desabastecimento de combustíveis e alimentos causado pela greve dos caminhoneiros, o PT convocou simpatizantes de Lula neste domingo para que, através de marchas e manifestações, se reforçasse a presença do ex-governante em todo o país como pré-candidato à presidência.
Sob o lema “Aquecimento da pré-candidatura de Lula”, os atos de domingo (27) reuniram parlamentares e militantes que participaram da jornada em pelo menos 30 cidades do País.
Segundo afirmou o PT em sua conta no Twitter, simpatizantes do ex-presidente se concentraram para marchar e participar de atos culturais em cidades como Brasília, São Paulo, Curitiba, Recife e em municípios dos estados de Natal, Ceará, Amazonas, Bahia, Pernambuco e Rio Grande do norte, entre outros.
Lula cumpre atualmente uma condenação de 12 anos e um mês de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, em uma sala situada na sede da Polícia Federal em Curitiba.
Apesar de Lula estar inabilitado para disputar a presidência, o PT anunciou que no dia 15 de agosto oficializará a candidatura do ex-governante e disse que tentará reverter essa situação com recursos perante o Tribunal Superior Eleitoral e o Supremo Tribunal Federal.
Sítio
O sítio em Atibaia (SP) que virou protagonista de um processo da Operação Lava-Jato deixou de fazer parte do cotidiano do bairro Portão, a cerca de 15 km do centro da cidade, desde que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e sua família pararam de frequentar a propriedade. A área urbana do bairro fica a cerca de 5 km do sítio. Moradores relatam que, quando Lula visitava o local, a carreata de sedãs pretos usados por ele e seus seguranças chamava a atenção.
Contam também que os auxiliares do ex-presidente eram presença frequente no comércio local – e até mesmo a ex-primeira-dama Marisa Letícia, falecida no ano passado, chegou a ser vista em algumas ocasiões. Hoje, quem vive por ali não sabe dizer se o sítio continua sendo usado, e diz que os seguranças presidenciais há tempos não dão as caras na região. “Aparentemente, não vai mais ninguém lá”, afirmou um comerciante que não quis se identificar.
A propriedade pertence ao empresário Fernando Bittar, cuja família é amiga dos Lula da Silva há anos. A defesa do empresário disse que o sítio continua sendo usado por alguns membros da família e amigos próximos, mas o ritmo de visitas diminuiu. “Infelizmente, ninguém mais consegue usar com muita frequência, porque a exposição é enorme”, disse a advogada Luiza Oliver.
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