Sexta-feira, 02 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 28 de maio de 2018
O presidente Michel Temer publicou na noite de domingo (27) uma edição extra do Diário Oficial com as medidas prometidas aos caminhoneiros para tentar encerrar a greve do setor.
As medidas foram anunciadas por Temer em pronunciamento. A publicação era uma das condições impostas pelos caminhoneiros para encerrar o movimento.
Durante a fala, Temer afirmou que compreende “reivindicações e angústias” dos caminhoneiros e que “jamais” abandou o diálogo.
“Fizemos a nossa parte para atenuar os problemas e os sofrimentos. As medidas que acabo de anunciar, repito, atendem a praticamente todas as reivindicações apresentadas. Quero apresentar plena confiança num espírito natural de responsabilidade, solidariedade e patriotismo de cada um daqueles caminhoneiros que servem ao nosso País”, concluiu o presidente.
Com as medidas provisórias publicadas no Diário Oficial, a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) pode contratar transportadores autônomos para atender até 30% da demanda; fica definida a política de preços mínimos para o transporte de cargas; e fica isenta a cobrança de pedágio sobre os eixos suspensos para os veículos que circularem vazios.
A greve dos caminhoneiros chegou ao oitavo dia nesta segunda-feira e provoca um intenso desabastecimento em várias partes do País. Os caminhoneiros protestaram contra o valor do diesel.
Para tentar conter a manifestação, o governo também prometeu uma redução de R$ 0,46 no litro do diesel por meio da redução a zero das alíquotas do PIS-Cofins e da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico). A queda no valor terá validade por 60 dias. A partir daí, os reajustes no valor do combustível serão feitos a cada 30 dias, decisão que, segundo Temer, visa dar mais “previsibilidade” aos motoristas.
Temer afirmou ainda que não vai incluir o setor de transporte rodoviário de carga da chamada reoneração da folha. A proposta, que na prática eleva a arrecadação federal, já foi aprovada pela Câmara e ainda depende de análise do Senado. Vários setores que haviam sido atendidos com a desoneração perderão o benefício.
Fim da greve
O ministro Carlos Marun (Secretaria de Governo) disse não haver previsão de quando a paralisação dos caminhoneiros irá acabar. Ele atribuiu a dificuldade de dar essa previsão ao fato de que não há uma liderança única do movimento.
“Não existe uma liderança uniforme desse movimento, são vários líderes. Ouvimos vários desses líderes e, do que ouvimos, elaboramos essa pauta que nós entendemos que atende aos pleitos dos caminheiros e fomos ao máximo do que o governo poderia ceder”, disse.
Apesar disso, ele disse que a expectativa era de que as propostas anunciadas surtissem efeito e que o movimento começasse a ser desmobilizado nesta segunda (28).
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