Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 29 de maio de 2018
Em mais uma tentativa de pôr fim à paralisação de caminhoneiros, que nesta terça-feira (29) chegou ao 9° dia, o governador de São Paulo Márcio França se reuniu com os trabalhadores e disse que os postos de gasolina do Estado começarão a ser reabastecidos após a reabertura de cinco refinarias bloqueadas até então: Guarulhos, Barueri, Sorocaba, Shell e Ipiranga. “São Paulo volta a ter normalidade. Priorizamos o abastecimento do Estado, da prefeitura e dos hospitais. Nesta nova fase, estamos liberando o abastecimento normal”, afirmou França. “Sinto que caminhamos para uma solução positiva.”
“Vamos garantir a retomada dos pontos de gasolina. Isso significa que daqui a pouco os postos vão estar abastecidos”, afirmou. O grupo de caminhoneiros levará os resultados do acordo para os grevistas e deve voltar a se reunir com o governador trazendo a posição do movimento. França disse que ainda não há previsão para a retomada do abastecimento de alimentos para o Ceagesp, pois a normalização não é rápida. Segundo o governador, no dia 25, havia 15 mil caminhoneiros nas estradas do Estado de São Paulo. Hoje, seriam 1,5 mil.
Já em relação aos bloqueios nas estradas, o governo afirma que eram 250 e nesta terça caíram para 30. O ponto que ainda preocupa é a Rodovia Régis Bittencourt. À princípio, o governo estadual descarta uso de força policial e segue tentando negociar com o movimento de grevistas na Régis Bittencourt.
Qualidade
O Sincopetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo de São Paulo) alerta os consumidores sobre a qualidade do produto que está sendo vendido em alguns pontos da cidade. “Todas as bases de distribuição estão fechadas. O produto que saiu foi com escolta policial e exclusivamente para atender os veículos de serviços essenciais da Prefeitura e a polícia. De onde vem esse combustível que estão vendendo, eu não sei”, disse José Alberto Gouveia, presidente do Sincopetro.
Demandas
Para suspender a greve, os caminhoneiros mantêm três reivindicações: uma tabela clara com os valores dos fretes; um preço fixo do valor do desconto do combustível nas bombas; e a anistia de multas aplicadas aos caminhoneiros durante as paralisações.
Os grevistas pedem que o desconto de R$ 0,46 seja aplicado em cima do valor do diesel do sábado retrasado (19 de maio), e não no preço do sábado passado, quando o acordo foi anunciado.
Esse valor no Estado de São Paulo ainda não foi definido e está a cargo do Ministério da Fazenda. Segundo França, a conta é complexa. Com impostos e descontos, deve-se chegar na bomba a um valor em torno de R$ 2,33. França mantém conversas com o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, para definir o valor.
Ainda de acordo com o governador, o presidente Michel Temer deve publicar medidas provisórias na e deverá editar o texto para incluir anistia às multas aplicadas aos caminhoneiros durante a paralisação.
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