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Geral O Asilo Padre Cacique comemorou 120 anos de história em Porto Alegre

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Programação iniciou com cerimônia em frente à entidade (Foto: Francine Malessa/Divulgação)

A alegria pela passagem dos 120 anos do Asilo Padre Cacique, em Porto Alegre, na terça-feira (19) deixou o clima na entidade um pouco mais leve apesar da grave crise financeira pela qual passa a entidade.

Moradores, colaboradores e diretores se deixaram levar pelo ambiente descontraído. A programação, que iniciou com uma pequena cerimônia de abertura, hasteamento das bandeiras e apresentação da Banda do Exército, foi comandada pelo diretor de eventos, Alécio Borsoi.

Antes do “parabéns a você”, Carmem Suzana Ramos Marins, de 84 anos, que mora há oito meses na entidade, reconheceu publicamente a qualidade de atendimento e infraestrutura proporcionada aos idosos.

“Para mim, aqui é um hotel cinco estrelas. Viajei pelo Brasil todo com meu marido, devido à profissão dele. Estávamos morando em São Luis [Maranhão] quando ele faleceu e meu mundo acabou. Voltei para o Rio Grande do Sul e criei meus netos, uma se formou e casou e o outro, que morava comigo, recebeu uma proposta de emprego. Me apavorei quando fiquei sozinha, fechei o apartamento e vim para cá”, relatou Carmem.

O diretor financeiro do Asilo Padre Cacique, Paulo Moreira, destacou que a casa só existe pelos moradores. “Aqui só se conjuga o verbo servir. Só seremos felizes enquanto a autoestima dos nossos moradores estiver elevada. Essa é a nossa luta constante”, afirmou Moreira.

Já o presidente da entidade, Edson Brozoza, recordou que há exatos vinte anos iniciava seu trabalho voluntário, na festa de centenário do Asilo. Embora feliz por comemorar a passagem de mais um ano de existência da instituição, Brozoza não escondeu o receio pela situação econômica que precisa administrar.

“Para mim, particularmente, não tenho muito o que comemorar pela responsabilidade do meu cargo. É um momento lindo, certamente, mas me preocupo a ponto de me entristecer sem saber o que será da nossa Instituição. Temo que no final do ano sejamos forçados a encerrar as atividades e não possamos festejar os 121 anos da nossa existência”, declarou o presidente da entidade.

Há pouco mais de um mês no comando do Asilo, Brozoza conta que através de seus esforços conseguiu reduzir em R$ 103 mil as despesas da casa. Novamente, o presidente fez um apelo aos empresários para que contribuam com o Fundo Municipal do Idoso, uma das principais esperanças em garantir a manutenção da entidade.

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