Quinta-feira, 01 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 20 de junho de 2018
Pela nona vez em junho, a Petrobras anunciou novo corte no preço do litro da gasolina A nas refinarias. A partir desta quinta-feira (21), o valor do combustível vai ser de R$ 1,8841, ante R$ 1,8941, em vigor até a quarta. A redução nos preços da gasolina nas refinarias representa uma queda de 0,52% no valor do combustível.
No acumulado do mês de junho, o combustível teve queda de 4,2% nas refinarias. Entretanto, na bomba, esse percentual foi bem menor, de acordo com a análise dos números mais recentes do levantamento de preços da ANP (Agência Nacional do Petróleo). Em nível nacional, comparando-se a semana de 03 a 09 de junho com a de 10 a 16 do mesmo mês, a gasolina foi de R$ 4,603 para R$ 4,572: uma leve redução de 0,67%.
No Estado do Rio, a situação foi similar. Tendo como base o mesmo intervalo de tempo anterior, o combustível nos postos fluminenses teve redução de 0,73%. A gasolina caiu de R$ 5,016 para R$ 4,979.
Por sua vez, o preço do óleo diesel nas refinarias permanece congelado em R$ 2,0316, como medida adotada pelo governo para encerrar a grave dos caminhoneiros.
Venda de etanol pelo produtor
O Senado aprovou, por 47 votos a 2, um projeto com o objetivo de permitir a venda de etanol pelo produtor diretamente para os postos de combustíveis. Com a aprovação pelo Senado, o texto agora segue para a Câmara dos Deputados.
Apresentada depois da greve de 11 dias dos caminhoneiros, a proposta derruba trecho de uma resolução da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis segundo a qual o fornecedor de etanol somente poderá comercializar o produto com: outro fornecedor cadastrado na ANP; distribuidor autorizado pela ANP e mercado externo.
Além disso, esse trecho da resolução da ANP prevê que o etanol comercializado somente adquirirá a denominação “combustível” se atender à especificação estabelecida pela ANP, inclusive quanto à adição de corante (no caso do etanol anidro).
A Associação Nacional das Distribuidoras de Combustíveis, Lubrificantes, Logística e Conveniência divulgou nota na qual considera a aprovação do projeto “preocupante”. “O argumento de que trará benefícios ao consumidor carece de avaliação aprofundada. Na realidade, o preço final ficará mais caro, a garantia de qualidade mais difícil e a arrecadação por parte do Estado mais vulnerável”, diz o texto.
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