Domingo, 27 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 6 de julho de 2018
“Sou o homem mais orgulhoso do mundo neste momento. A forma como meus jogadores acreditaram e jogaram no segundo tempo foi incrível, nós tínhamos de fazer isso”, afirmou Martinez. O resultado levou a Bélgica à semifinal da Copa pela segunda vez na história. A ocasião anterior havia sido em 1986, no México, quando acabou na quarta posição. O próximo rival será a França, na terça-feira, em São Petersburgo.
Martinez afirmou que a vitória significou principalmente um triunfo na parte tática ao saber preparar a equipe e dificultar as ações do Brasil. “Como treinador eu nunca perdi uma partida na parte tática. Só no campo que sim. Tínhamos de estar atentos com tudo. Nossos jogadores foram bravos, jogaram muito bem”, afirmou. A Bélgica construiu a vitória com dois gols no primeiro tempo.
O espanhol, que se comunica com os jogadores em inglês, pediu para a população da Bélgica apoiar bastante a equipe a partir de agora. “Esses atletas dedicaram as suas carreiras ao futebol belga. Espero que a população veja que é especial, que eles merecem ter orgulho do que estão fazendo na Copa”, afirmou Martinez. A Bélgica é a única da equipe desta Copa a ter vencido todas as partidas.
O treinador repetiu várias vezes durante a entrevista coletiva que o Brasil era a melhor equipe da Copa e comentou que na preparação para vencer, trabalhou bastante a parte mental. “Para ganhar do Brasil em uma Copa você tem que acreditar e estar bem psicologicamente. Nos últimos cinco minutos achamos que ia levar gol. Mas a gente acreditou tanto que conseguimos vencer”, afirmou.
Kevin De Bruyne
Eleito melhor jogador da partida, o meio-campista Kevin De Bruyne teve participação importante na classificação belga. Após a partida, em entrevista coletiva, o jogador do Manchester City valorizou a atuação tática da equipe e revelou que sentiu o adversário perdido com as mudanças de Roberto Martínez, treinador da Bélgica.
“Penso que fomos bem taticamente. Romelu (Lukaku) e Eden (Hazard) mudaram posições, tentaram criar muitas oportunidades. Acredito que jogamos muito bem no primeiro tempo, criamos oportunidades, e eles não sabiam o que fazer. Eles mudaram no segundo tempo, foram melhores, mas conseguimos criar chances. Após o 2 a 1, fizemos de tudo para vencer. Foi um teste para nossa personalidade”, disse o atleta.
Em relação ao time que ganhou de virada do Japão, Martínez fez duas substituições. Na ala esquerda, tirou Carrasco e colocou Chadli. Já no meio-campo, tirou Mertens e colocou Fellaini, visando reforçar a marcação no setor. Com isso, De Bruyne atuou mais adiantado.
“Tenho que fazer o possível para vencer o jogo, não importa onde. Tento contribuir de todas as maneiras possíveis. Faço meu papel. Tenho que deixar os jogadores relaxados. Podemos jogar bom futebol. Às vezes, ainda somos muito rápidos, mas tento cadenciar o time. Serei o primeiro a lutar até o fim. Espero que meus colegas possam ver minha reação, que deixo tudo no campo”, declarou De Bruyne.
Por fim, o atleta exaltou a campanha belga e já projetou o embate contra os franceses. “Alcançamos algo muito bonito. Não é fácil. Você tem dez, 15 times capazes de vencer. Vamos tentar ganhar da França. Estamos entre os quatro e estamos felizes por isso, mas estando tão perto, queremos ir à final, o jogo que todo mundo vai estar olhando. É uma chance única na vida, vamos fazer de tudo para deixar uma última imagem positiva da Bélgica e vencer a partida”, finalizou o belga.
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