Sexta-feira, 06 de novembro de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
19°
Fair

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Acontece MAPFRE Investimentos aponta que condições de crescimento da atividade econômica são desafiadoras

Compartilhe esta notícia:

(Foto: Pixabay)

Aqui, uma análise da MAPFRE Investimentos sobre o cenário atual da economia brasileira, onde a empresa aponta que as perspectivas são pouco otimistas para este segundo semestre:

Antes da greve dos caminhoneiros, o prognóstico da MAFPRE Investimentos já era de aquecimento contido da atividade econômica. Afinal de contas, os principais condicionantes do PIB (Produto Interno Bruto) não apontavam para a aceleração da atividade econômica. A confiança dos empresários, sem demonstrar convicção, comprometia a recuperação da Formação Bruta de Capital Fixo. O mesmo se pode dizer do impacto da confiança do consumidor no Consumo das Famílias. O ajuste fiscal, ao conter gastos discricionários, já afetava o Consumo do Governo. O protecionismo comercial, por fim, já não apontava para contribuição relevante do setor externo. Em resumo, não era de se esperar recuperação significativa da atividade econômica ao longo deste ano.

A greve dos caminhoneiros sacramentou essa perspectiva e impactou gravemente a atividade econômica, como apontam os últimos dados, reveladores e conclusivos. A produção industrial encontra-se 12% abaixo da registrada no final de 2017. Além disso, a já débil confiança dos empresários e dos consumidores também foi fortemente prejudicada.

Diante desse quadro, o que esperar para o segundo semestre do ano? As perspectivas tampouco são animadoras. Os condicionantes do PIB, como confiança, ajuste fiscal e protecionismo comercial, seguem desfavoráveis ao dinamismo econômico. Adicionalmente, há agora pelo menos três agravantes: o ciclo monetário não é mais de afrouxamento. Há incertezas crescentes da proximidade do período eleitoral – a única certeza é dos desafios fiscais nada desprezíveis do próximo presidente. E, finalmente, surgem os primeiros efeitos do protecionismo comercial, como a desaceleração das economias da Europa e da China, nossos principais parceiros comerciais. Em suma, as condições de crescimento são agora mais desafiadoras.

Portanto, não devemos esperar dinamismo da atividade econômica neste segundo semestre. Pelo contrário. E quando, então, teremos finalmente recuperação da atividade? A experiência internacional aponta que processos de desalavancagem de crédito perduram por períodos de tempo que, em média, chegam a cinco anos até a sua conclusão. No caso da economia brasileira, a desalavancagem de crédito teve início em 2015. Se esse período de 5 anos for aplicável ao contexto nacional, o próximo biênio tampouco será de recuperação vigorosa. Esse ambiente terá impactos na inflação e na política monetária.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Acontece

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

As seis maiores empreiteiras brasileiras, que já dominaram megaprojetos de infraestrutura do País, perderam 55 bilhões de reais em faturamento desde 2015 após a Operação Lava-Jato
CIEE-RS e Secretaria do Desenvolvimento Social divulgam benefícios da aprendizagem para adolescentes e jovens da FASE, dia 18
Pode te interessar