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Brasil A inflação para o consumidor recuou em todas as capitais pesquisadas na segunda semana de julho

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O IPC-S foi divulgado pela Fundação Getulio Vargas. (Foto: Divulgação)

O IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) recuou nas sete capitais pesquisadas na segunda semana deste mês, de acordo com dados divulgados pela FGV (Fundação Getulio Vargas) nesta terça-feira (17). Em Porto Alegre, o índice registrou variação de 0,65%. O resultado foi 0,29 ponto percentual inferior ao verificado na primeira semana de julho.

Na Capital gaúcha, três das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram desaceleração em suas taxas de variação, entre as quais se destacam os grupos Alimentação e Habitação, cujas taxas passaram de 0,73% para 0,06% e de 1,67% para 1,11%, respectivamente.

A inflação para o consumidor também caiu em Salvador (1,12% para 0,83%), Brasília (de 1,07% para 0,63%), Belo Horizonte (de 1,34% para 0,97%), Recife (de 0,93% para 0,56%), Rio de Janeiro (de 1,01% para 0,68%) e São Paulo (de 0,91% para 0,55%).

IPCA

Após oito semanas seguidas projetando inflação mais alta em 2018, os analistas do mercado financeiro reduziram a estimativa para o IPCA (índice de Preços ao Consumidor Amplo) para este ano de 4,17% para 4,15%. As informações estão no Boletim Focus, divulgado na segunda-feira (16) pelo BC (Banco Central).

Os analistas ouvidos pelo BC estimaram um crescimento menor para o PIB (Produto Interno Bruto) do que esperavam na semana anterior. De acordo com o último relatório, os economistas projetam um crescimento de 1,50% na atividade econômica em 2018. No relatório anterior, a projeção era de 1,53%.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no País e serve para medir a evolução da economia. Em seu último Relatório de Inflação, o BC reduziu a sua previsão oficial de crescimento da economia em 2018 de 2,6% para 1,6%.

Próximos anos

Para 2019, o mercado manteve em 4,10% a previsão de inflação e em 2,5% a projeção de crescimento do PIB. Para 2020, a previsão de inflação foi mantida em 4% e a do PIB em 2,50%. Já para 2021, os economistas reduziam a previsão de crescimento do PIB de 4% para 3,75%, mas mantiveram a previsão de inflação em 4%.

Taxa de juros

Os analistas do mercado financeiro também mantiveram em 6,50% ao ano a previsão para a Selic (taxa básica de juros da economia) ao final de 2018. Com isso, o mercado estima que a taxa de juros fique estável no atual patamar de 6,50% ao ano até o fechamento deste ano.

Para o fim de 2019, a estimativa do mercado financeiro para a Selic continua em 8% ao ano. Desse modo, os analistas seguem prevendo alta dos juros no ano que vem. Já para 2020 e 2021 a previsão é de manutenção da taxa em 8% ao ano.

Os analistas ouvidos pelo Boletim Focus também não mexeram na projeção da taxa de câmbio para o fim de 2018, que ficou estável em R$ 3,70 por dólar. Para o fechamento de 2019, a previsão para o dólar subiu de R$ 3,60 para R$ 3,68.

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