Segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 18 de julho de 2018
O ex-piloto de Fórmula Truck Antônio Carlos Martins Vieira é um dos presos pela PF (Polícia Federal) na terça-feira (17) em São Paulo, durante a Operação Transbordo. Apontado como um dos coordenadores de um esquema de roubo de cargas e caminhões, ele foi preso preventivamente na casa dele, no bairro do Tatuapé, na Zona Leste da capital paulista. Antônio Carlos está sob custódia da PF em São Paulo.
A Operação Transbordo aconteceu em seis Estados e apreendeu armas, veículos e dinheiro e cumpriu 66 mandados de prisão e 107 de busca e apreensão, além de 3 de interdição de empresas. O total apreendido não foi divulgado. Trinta e uma pessoas foram presas. A operação ocorreu em Maceió, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Ceará e Pernambuco. Segundo a Polícia Federal, quatro pessoas foram presas em Alagoas. Em São Paulo, treze pessoas foram presas e armas, veículos e dinheiro foram apreendidos.
Mandados
A maioria dos mandados foi cumprida em São Paulo. As outras prisões aconteceram na Bahia (12), em Alagoas (4) e no Rio de Janeiro (2). Ao todo, os mandados foram expedidos para: São Paulo – 48 de busca e apreensão e 25 de prisão; Bahia – 37 de busca e apreensão e 25 de prisão; Alagoas – 18 de busca e apreensão e 12 de prisão; Rio de Janeiro – 2 de busca e apreensão e 2 de prisão; Pernambuco – 1 de busca e apreensão e 1 de prisão; Ceará – 1 de busca e apreensão e 1 de prisão. Segundo a PF, as empresas que tiveram mandados de interdição expedidos estão envolvidas em receptação de mercadorias roubadas, na cidade de São Miguel dos Campos, Litoral Sul de Alagoas.
Vítimas de sequestro
A Polícia Federal diz que caminhoneiros participavam do esquema, se passando por vítimas de sequestro. “Com base nessa colaboração do caminhoneiro, eles conseguiam desligar os rastreadores do caminhão, ou colocavam os jamers, que são os bloqueadores de identificação, e aí era o tempo que eles tinham para ou transportar a mercadoria para outro caminhão, ou levar para um depósito”, explicou Rolando Alexandre de Souza, superintendente da Polícia Federal de Alagoas.
Transporte da carga roubada
Numa oficina mecânica, que fica a 500 metros da Rodovia Fernão Dias, os policiais lacraram pelo menos dez caminhões. Muitos estão batidos, dá a impressão de que não têm condições de rodar. Mas, segundo a investigação, esses veículos tinham um papel importante no esquema. Eram usados para transportar a carga roubada até galpões que ficam perto.
A quadrilha também é suspeita de adulterar o chassi dos veículos e aplicar golpe em seguradoras. Só com o roubo de cargas e caminhões, a Polícia Federal calcula um prejuízo de R$ 8,6 milhões.
Os comentários estão desativados.