Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 28 de julho de 2018
O Facebook e seu presidente-executivo, Mark Zuckerberg, foram processados na sexta-feira (27) no que pode ser o primeiro de muitos processos sobre o anúncio feito pela empresa de queda de lucro futuro, que reduziu o valor de mercado da rede social em cerca de 120 bilhões de dólares. As informações são da agência de notícias Reuters.
O processo foi aberto pelo acionista James Kacouris, em Manhattan, que acusou o Facebook, Zuckerberg e o vice-presidente financeiro, David Wehner, de fazerem comentários ilusórios ou não terem revelado anteriormente informações sobre desaceleração no crescimento da receita, queda das margens operacionais e recuos na base de usuários ativos.
Kacouris afirmou que o mercado ficou “chocado” quando “a verdade” começou a ser revelada na quarta-feira pela companhia. Ele disse que a queda de 19% das ações do Facebook no dia seguinte ao anúncio deveu-se a violações de regras de proteção ao mercado. O processo busca condição de ação coletiva e pede reparações de prejuízos não especificados. Uma representante do Facebook não comentou o assunto.
Acionistas frequentemente processam companhias nos EUA depois de quedas inesperadas nas ações, especialmente se a queda no valor de mercado é significativa.
Postagens ofensivas
O Facebook anunciou ter apagado centenas de postagens ofensivas desde que uma lei que proíbe o discurso de ódio na internet entrou em vigor na Alemanha no início do ano, prevendo multas de até 50 milhões de euros em caso de descumprimento.
A rede social recebeu 1.704 queixas nos termos da lei, conhecida no país como NetzDG, e retirou 262 postagens entre janeiro e junho, disse Richard Allan, vice-presidente de soluções para diretrizes globais do Facebook, em um blog.
“O discurso de ódio não é permitido no Facebook”, disse Allan, acrescentando que a empresa retirou publicações que atacavam pessoas vulneráveis por razões como etnia, nacionalidade, religião ou orientação sexual.
Supostos delitos
As queixas cobriam uma vasta gama de supostos delitos presentes no código penal alemão, como insulto, difamação, incitação ao ódio e incitação ao crime, disse o relatório. Das postagens bloqueadas, a maioria se referia a insultos.
O Facebook é menos popular na Alemanha do que em outros países europeus – só cerca de dois em cinco usuários de internet se conectam a cada mês, segundo a empresa de pesquisa eMarketer.
Os comentários estão desativados.