Domingo, 01 de março de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil Em quatro anos de crise, 3,3 milhões de brasileiros desistiram de procurar emprego, aponta o IBGE

Compartilhe esta notícia:

No total, 27 milhões de lares sofrem com desemprego, inadimplência e dificuldades orçamentárias, disse o relatório. (Foto: Divulgação)

Dados mais recentes divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostraram  que, desde o início da crise econômica que vem deteriorando o mercado de trabalho brasileiro, 3,3 milhões de pessoas desistiram de procurar emprego no País. É como se, em quatro anos, toda a população do Uruguai ou de Estados como o Amazonas decidisse cruzar os braços.

A situação parece ser um contrassenso, já que frente a um cenário de grave recessão econômica seria natural que pessoas que não trabalham – seja porque se dedicam exclusivamente aos estudos ou aos cuidados com filhos, por exemplo – saíssem em busca de emprego para ajudar a compor a renda familiar. Mas, a baixa perspectiva de se conseguir uma vaga e a longa fila de espera fez o Brasil alcançar o recorde de desalentados.

Desalento é o termo utilizado para designar a situação de quem está em idade ativa e em condições de trabalhar, mas por questões diversas não busca emprego. Os dicionários apresentam o desalentado como sendo um indivíduo desanimado, desencorajado e sem vontade de agir.

No 2º trimestre de 2014, havia no mercado de trabalho brasileiro 1,5 milhão de desalentados. De acordo com o IBGE, foi o menor número de pessoas nesta condição desde 2012, quando tem início a série histórica da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios).

Foi naquele período que o País começou a sair do chamado pleno emprego, alcançado em dezembro de 2013, e a entrar na maior crise econômica de sua história recente. Desde então, o número de desalentados subiu vertiginosamente até atingir 4,8 milhões de pessoas no 2º trimestre deste ano – o maior número desde que o IBGE começou a fazer o levantamento – o que corresponde a um aumento de 227% neste período.

De acordo com o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, vários fatores levam uma pessoa a integrar o grupo dos desalentados. Num período de crise econômica, porém, a própria perda do poder aquisitivo contribui para o aumento desta população. “Muitas dessas pessoas desalentadas sequer têm dinheiro para pagar passagem e procurar emprego. Mas se você oferecer [uma vaga de emprego], elas vão aceitar e vão poder assumir”, disse o pesquisador.

Também contribui para o aumento do desalento, segundo Azeredo, a percepção subjetiva da população em relação ao mercado de trabalho. “A dificuldade de outros integrantes da família de conseguir uma vaga, ou mesmo as notícias na mídia sobre o desemprego elevado já influenciam a percepção das pessoas sobre a dificuldade de se conseguir um emprego”, apontou.

Mas o desânimo para procurar emprego tem relação direta também com a fila do desemprego. Dos 13 milhões de desempregados no Brasil no 2º trimestre deste ano, 3,1 milhões buscavam uma oportunidade no mercado há mais de dois anos – o maior contingente do chamado desemprego de longo prazo desde 2012.

Nordeste concentra 60% dos desalentados

Dos 4,8 milhões de desalentados no País, 2,9 milhões estão no Nordeste, segundo o IBGE, o que corresponde a 60% do total de brasileiros nesta condição. O Sudeste, região mais populosa do Brasil, aparece em segundo lugar, com 1 milhão de desalentados (20% do total). O Sul, por sua vez, concentra o menor contingente – 194 mil pessoas (4%).

Dentre os Estados com maior número desalentados, a Bahia se destaca com quase 600 mil pessoas nesta situação – o que equivale a 20% do total de pessoas em condição de desalento no Nordeste. O número supera, e muito, o de São Paulo (384 mil) e de Minas Gerais (296 mil), Estados com as maiores populações do País.

 

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Um professor embaixador da educação no Brasil é denunciado por suspeita de uso de diploma falso
Secretário Carlos Búrigo fala sobre ações para modernização do Estado em almoço com empresários
Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Pode te interessar