Terça-feira, 13 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 1 de setembro de 2018
O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, afirmou neste sábado (1º) que, se for eleito, a família será respeitada porque “aqui tem macho e fêmea”. Bolsonaro cumpriu agenda de campanha neste sábado no Acre. Durante o discurso na chegada a Rio Branco, ele também afirmou que em um eventual governo não admitirá que crianças sejam “pervertidas” por programas de governo.
“A família vai ser respeitada. Aqui tem macho e fêmea e não vamos admitir que nossas crianças continuem sendo pervertidas em programas de governo. Respeito a opção de qualquer um, vai ser feliz, mas não vamos brincar com nossas crianças”, declarou o candidato.
Bolsonaro chegou ao aeroporto Plácido de Castro por volta das 12h. O candidato subiu em um trio elétrico e fez discurso. Após ter sido recebido por apoiadores, seguiu para a região central de Rio Branco, onde participará de um comício.
Desenvolvimento do Acre
Ainda no discurso deste sábado, Bolsonaro afirmou que as questões ambiental e indigenista “não vão mais atrapalhar o progresso” da população do Estado. O candidato declarou também que o Estado brasileiro, num eventual governo, vai parar de “atrapalhar” a vida de quem quer produzir.
Arma na cintura
Na sexta (31), em Porto Velho, Bolsonaro disse que o que torna a mulher “tão forte” como um homem é “uma arma na cintura dela”. O capitão do Exército disse que, se ele vencer a disputa presidencial, vai condecorar as policiais do sexo feminino que matarem criminosos. Ele foi recebido no Aeroporto Internacional Jorge Teixeira por dezenas de apoiadores, que o ergueram nos ombros aos gritos de “mito”.
“O que torna mulher tão forte quanto homem é arma na cintura dela. Essa historinha de querer dar porrada em mulher vai acabar. As nossas policiais civis e militares, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Federal, agentes penitenciários, guardas municipais, vocês serão reconhecidas. Trocou tiro com vagabundo, o vagabundo morreu, você tem que ser condecorada”, declarou o presidenciável em um de seus compromissos eleitorais na capital de Rondônia. “Na lei, vagabundo que não respeita tem que estar no cemitério ou na cadeia”, complementou.
Bolsonaro tem defendido durante a campanha eleitoral proteção jurídica e condecoração por “ato de bravura” a policiais e cidadãos que reagirem a assaltos. A proposta tem sido criticada por adversários do presidenciável do PSL na corrida pelo Palácio do Planalto. Em Porto Velho, Bolsonaro fez carreata pelas ruas da cidade e visitou a Praça Estrada de Ferro Madeira Mamoré, principal ponto turístico da capital rondoniense.
Em entrevista, o candidato defendeu a exploração da Amazônia pelo agronegócio e criticou a fiscalização ambiental de órgãos públicos na região. Questionado por repórteres sobre o desmatamento na região amazônica, o candidato do PSL disse que os órgãos ambientais estão intensificando demais a fiscalização. Jair Bolsonaro declarou ainda que o “excesso” de áreas protegidas no Brasil, como reservas indígenas e parques nacionais, “atrapalham” o desenvolvimento do País.
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