Terça-feira, 13 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 1 de setembro de 2018
A candidata à presidência pelo Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), Vera Lúcia, fez panfletagem na manhã deste sábado (1º), na feira livre da Cohab Massangano em Petrolina, no Sertão de Pernambuco. Ao lado de apoiadores, a candidata percorreu as bancas, provou das frutas produzidas na região do Vale do São Francisco, e aproveitou o momento para falar com os feirantes sobre a agricultura familiar.
“Defendo a nacionalização dos bancos e o não pagamento da dívida pública para que nós tenhamos condições de garantir as produções dos pequenos produtores, porque hoje, inclusive, eles são responsáveis pelo abastecimento de 70% do mercado interno, porque o agronegócio não está voltado para as necessidades de quem vive nesse País, mas tão somente para as necessidades de exportação para garantia do lucro de 30 empresas existentes nesse País”.
Seca no Nordeste e a implementação da reforma agrária em latifúndios
Vera Lúcia também comentou questões como a seca no Nordeste e a implementação da reforma agrária em latifúndios. “Nós precisamos pôr fim ao latifúndio, porque o problema da seca do Nordeste não é um problema de falta de água, é porque aqui só tem água para quem é rico, e vamos assegurar que a água que existe no sertão seja para satisfação das necessidades humanas e o cultivo dos alimentos que precisamos para a nossa gente. Nós precisamos expropriar o latifúndio sem indenização, mas também da nacionalização dos bancos para atendimento, crédito barato, que assegure a produção do pequeno produtor, mas também a coletivização da terra para quem nela precisa plantar e sobreviver”, afirmou.
Expropriação de empresas
Em outra ocasião ela defendeu a expropriação de empresas: “Os empresários hoje são os donos dos meios de produção. Precisamos do fim da propriedade privada para que possamos socializar isso. Eu defendo a expropriação das cem maiores empresas do País, do sistema bancário, a anulação de concessões de portos e aeroportos e a reestatização das empresas que foram privatizadas, inclusive da Vale, e sem indenização.
“Portos e aeroportos sob controle da iniciativa privada voltariam ao controle do poder público. Feito isso, poderíamos reduzir a jornada de trabalho e lançar um plano de obras para absorver a massa de desempregados”.
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