Segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 6 de setembro de 2018
Após ter sido divulgada a identidade do suspeito de esfaquear no abdômen o candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL), o Facebook foi inundado com diversas contas falsas. Identificado como Adélio Bispo de Oliveira, 40 anos, ele foi preso em flagrante logo após o ataque.
Tão logo eram criados, os perfis falsos rapidamente eram tirados do ar, conforme constataram diversos veículos da imprensa. Até o início da noite, ao menos 11 perfis com o nome de Adelio podiam ser acessados na rede social. E em poucos minutos, as contas já tinham centenas de “amigos” e interações.
O perfil original com pouco mais de mil amigos, já colecionava mais de 9,5 mil seguidores duas horas após Oliveira ter sido preso. A última postagem desta conta é do dia 3 de agosto. Nela, Oliveira tratava dos eleitores aptos a votar em Santa Catarina.
Após a agressão a Bolsonaro, as publicações feitas por Oliveira em sua conta oficial atraíram milhares de comentários a favor e contra o ataque. Boa parte das postagens continha ofensas e até mesmo ameaças de morte.
O Facebook não confirmou se tem agido proativamente para derrubar os perfis falsos ou se tem atendido às denúncias. A rede social informa apenas que proíbe a criação de contas por alguém que tente se passar por outra pessoa.
“O Facebook não permite contas falsas ou pessoas tentando se passar por outras, e está sempre trabalhando para garantir que seus Padrões da Comunidade sejam respeitados”, frisou.
O esfaqueamento de Bolsonaro também foi assunto em outras redes sociais. No Twitter, o ataque foi mencionado mais de 800 mil vezes em duas horas, segundo a FGV (Fundação Getúlio Vargas). Trata-se do assunto mais comentado do microblog em 12 países, desde a Argentina até a Espanha, passando por Estados Unidos e Bahrein.
Atendimento
O candidato foi levado para a Santa Casa de Juiz de Fora (MG). Por volta das 17h30min, o hospital informou que “o paciente Jair Messias Bolsonaro deu entrada no hospital por volta das 15h40mim com uma lesão por material perfurocortante na região abdominal. Ele foi atendido na urgência, passou por um exame de ultrassonografia e agora está no centro cirúrgico”.
De acordo com um de seus filhos, o deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), o presidenciável “sofreu um atentado”.
O superintendente de Investigação e Polícia Judiciária da Polícia Civil de Minas Gerais, Carlos Capristrano, relatou que os policiais tiveram dificuldade em retirar o suspeito do crime do local porque apoiadores de Bolsonaro tentavam agredi-lo.
Desde o fim de julho, Bolsonaro é escoltado diariamente por uma equipe da Polícia Federal, garantia concedida aos candidatos à Presidência da República. A Polícia Federal informou que está apurando a ocorrência.
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