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Brasil “Bolsonaro sairá disso maior do que entrou”, disse o seu vice, general Mourão

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O decreto, assinado pelo presidente da República em exercício, general Hamilton Mourão, altera as regras de aplicação da Lei de Acesso à Informação. (Foto: Luiz Chaves/Palácio Piratini)

O que não mata, fortalece: o atentado a facas que sofreu fará Jair Bolsonaro (PSL) crescer, disse seu vice, o general Antonio Hamilton Mourão (PRTB).

“Ele sairá disso aí maior do que entrou. Talvez aquelas pessoas que tinham dúvida [em votar ou não nele] agora não terão dúvida”, afirmou o militar à Folha de S.Paulo.

Mourão só ficou sabendo do ataque mais de duas horas após o presidenciável ser esfaqueado durante um ato em Juiz de Fora (MG), após pousar em Porto Alegre.

O general criticou Dilma Rousseff (PT) , que declarou sobre o atentado contra aquele que, dias antes, afirmou que iria “fuzilar a petralhada”. “Aí se vê [o que é] o pessoal ligado ao PT. Isso é declaração de presidente da República? Observa-se nitidamente a péssima escolha que fizemos ao eleger esta cidadã.”

Em seguida, prescreveu “muita calma” à nação. “Temos que acalmar os radicais de ambos os lados. Se as Forças Armadas não mantiveram estabilidade e calma, aí mesmo é que vamos ficar no caos.”

O general já defendeu uma intervenção militar caso o País saísse dos trilhos — seja pela corrupção desenfreada, como disse em 2017, num evento maçom, seja por uma eventual turbulência social provocada tanto pelo veto quanto pela autorização a uma candidatura do petista Lula.

Desta vez, disse, não há necessidade para tanto, pois “o caso já está elucidado”, com a prisão do homem acusado de atacar o presidenciável.

Em nota divulgada à imprensa minutos antes, Mourão havia culpado um “militante do Partido dos Trabalhadores” pela ofensiva. Não é o caso. Adélio Bispo de Oliveira foi, isso sim, filiado ao PSOL, do qual já se desligou.

Não é fake news afirmar que Adélio é petista, segundo Mourão. “O dado que se tem é que ele fazia parte da campanha da Dilma em Juiz de Fora”, disse. Não citou fontes.

Forças Armadas

A cúpula das Forças Armadas avalia que o ataque ao candidato à Presidência Jair Bolsonaro pode levar ao acirramento dos ânimos no processo eleitoral.

Os comandantes militares estavam reunidos no Ministério da Defesa quando foram avisados que Bolsonaro foi esfaqueado na tarde desta quinta-feira (6) em ato de campanha na cidade de Juiz de Fora (MG).

Eles receberam a notícia com preocupação e destacaram o ineditismo do ataque a um presidenciável durante evento de campanha. A avaliação foi de que os ânimos já exaltados no País durante a campanha podem se acirrar.

Em março, quando a campanha presidencial ainda não havia começado, dois ônibus da caravana do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foram atingidos por tiros. Ninguém foi ferido.

O ministro da Defesa, Joaquim Silva e Luna, estava em reunião com os comandantes Eduardo Villas Bôas (Exército), Eduardo Bacellar Leal Ferreira (Marinha) e Nivaldo Luiz Rossato (Aeronáutica) e com o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, Ademir Sobrinho. O encontro, que começou às 15h, estava marcado previamente.

A análise dos militares é que o homem que atacou Bolsonaro provavelmente agiu por fanatismo, em ato isolado, que não tem relação com outros candidatos ou partidos.

 

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