Sábado, 03 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 18 de setembro de 2018
A campanha do ex-governador Geraldo Alckmin, candidato ao Palácio do Planalto pelo PSDB nas eleições deste ano, decidiu retomar em seu horário eleitoral os ataques ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), líder em todas as pesquisas de intenção de voto.
A decisão foi tomada após reunião com políticos do chamado “Centrão” na tarde dessa terça-feira, em São Paulo. Além disso, Alckmin vai reforçar o tom antipetista de sua campanha. A ideia é pregar o voto útil com o argumento de que votar em Bolsonaro significa carimbar o passaporte do PT no segundo turno.
A reunião foi convocada pelo prefeito de Salvador (BA), ACM Neto, coordenador político da campanha de Alckmin, e reuniu dirigentes do bloco fisiológico, formado por parlamentares do PR, PSD, PTB, PRB, SD e PSDB no comitê do programa de governo, no Jardins, na zona sul da capital paulista.
Dentre os participantes estavam Valdemar Costa Neto, do PR, Roberto Freire, do PPS, Guilherme Mussi, do PP, Silvio Torres, do PSDB, e o marqueteiro Lula Guimarães.
Projeções
No encontro, Alckmin e seus auxiliares apresentaram aos aliados do “Centrão” as mudanças que serão feitas na estratégia de campanha e tentaram tranquilizar o grupo. De acordo com relatos de participantes do evento, os dirigentes dos partidos da coligação que apoiam Alckmin temem que Bolsonaro possa vencer no primeiro turno ou ir para o segundo turno com Fernando Haddad, candidato do PT.
Como destacou a imprensa paulista ao longo dessa terça-feira, Geraldo Alckmin tenta impedir uma debandada do “Centrão” – o tucano está estagnado nas pesquisas de intenção de voto.
“Não há hipótese dessa eleição acabar no primeiro turno. Esqueçam. Essa é a disputa mais pulverizada desde 1989”, disse ACM Neto aos jornalistas na saída do encontro. Ainda segundo o prefeito de Salvador, o ataque a Bolsonaro em Juiz de Fora (MG) deixou todos os candidatos em “compasso de análise”.
“Enquanto um dos candidatos lutava pela vida, não era razoável fazer um determinado tipo de enfrentamento político. Mas não iremos, em 7 de outubro, viver uma eleição entre a prisão e uma facada”, prosseguiu ACM Neto. “Não podemos deixar de evidenciar as fragilidades da candidatura de Bolsonaro.”
Quando questionado sobre as traições de aliados nos Estados, o prefeito minimizou. “Isso está acontecendo em todos os partidos, e não só da nossa coligação”, declarou.
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