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Brasil A inflação para o consumidor aumentou na terceira semana de setembro

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O IPC-S foi divulgado pela Fundação Getulio Vargas. (Foto: Divulgação)

O IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) apresentou variação de 0,32% na terceira semana de setembro. O resultado é 0,13 ponto percentual superior ao registrado na semana anterior. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (24) pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

Nesta apuração, cinco das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação. A maior contribuição partiu do grupo Transportes (0,05% para 0,64%). Nessa classe de despesa, cabe mencionar o comportamento do item gasolina, cuja taxa passou de 0,38% para 2,10%.

Também registraram acréscimo em suas taxas de variação os grupos Vestuário (0,22% para 0,87%), Habitação (0,24% para 0,26%), Comunicação (-0,02% para 0,07%) e Alimentação (0,07% para 0,10%). Nessas classes de despesa, vale destacar o comportamento dos itens roupas (0,25% para 0,98%), tarifa de eletricidade residencial (-0,23% para 0,14%), mensalidade para TV por assinatura (0,11% para 0,35%) e carnes bovinas (-1,07% para -0,52%).

Em contrapartida, apresentaram recuo em suas taxas de variação os grupos Saúde e Cuidados Pessoais (0,22% para 0,18%), Educação, Leitura e Recreação (0,61% para 0,48%) e Despesas Diversas (0,56% para 0,41%). Nessas classes de despesa, vale citar os itens medicamentos em geral (0,24% para 0,07%), excursão e tour (3,05% para 2,16%) e cigarros (1,28% para 0,73%).

Confiança do consumidor

O ICC (Índice de Confiança do Consumidor), da FGV, recuou 1,7 ponto em setembro, ao passar de 83,8 pontos para 82,1 pontos. Com o resultado, o índice retorna ao nível de junho passado, quando a confiança havia sido abalada pela greve dos caminhoneiros do mês anterior.

“O resultado parece estar diretamente relacionado à situação financeira das famílias e à lenta recuperação do mercado de trabalho. Apesar de adicionar dúvidas, o cenário político-eleitoral não parece ser o principal fator para a queda do indicador em setembro. Na análise por faixas de renda, nota-se uma queda forte da confiança de consumidores de menor poder aquisitivo e uma alta moderada da confiança dos consumidores de maior poder aquisitivo”, afirmou Viviane Seda Bittencourt, coordenadora da Sondagem do Consumidor.

Em setembro, houve ligeira melhora das avaliações sobre a situação atual e piora das expectativas para os próximos meses. O ISA (Índice de Situação Atual) subiu 0,9 ponto, para 72,3 pontos, recuperando parte das perdas do mês anterior, enquanto o IE (Índice de Expectativas) recuou 3,3 pontos, ao passar de 93 para 89,7 pontos, o menor nível desde fevereiro de 2017 (89 pontos).

O indicador que mede o grau de satisfação com a economia no momento caiu 1,1 ponto em setembro, retornando ao nível de junho (77,5 pontos). Com relação às perspectivas para os meses seguintes, o indicador que mede o otimismo com relação à evolução da economia recuou 3,4 pontos, ao passar de 103,4 pontos ,em agosto, para 100 pontos, o menor desde maio de 2016 (100 pontos).

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