Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 4 de outubro de 2018
Dados do Ibope apontam para a diferença de classe social no crescimento das intenções de voto dos candidatos à presidência República. A pesquisa divulgada pelo instituto Ibope na quarta-feira mostrou um crescimento do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) entre a população que ganha mais de cinco salários-mínimos. Já o candidato Fernando Haddad (PT), em segundo lugar nas pesquisas de intenções de voto, apresentou crescimento na parcela mais pobre da população.
Conforme o levantamento, o petista cresceu sete pontos percentuais e passou de 26% para 33% entre os que declararam renda de até um salário-mínimo. O ex-capitão, por sua vez, manteve os 19% da última pesquisa.
Entre o eleitorado com renda entre um e dois salários-mínimos, Haddad se manteve com 24% e Bolsonaro oscilou de 29% para 27%, dentro da margem de erro. No que se refere aos eleitores com renda até cinco salários-mínimos, Haddad subiu quatro pontos, passando de 16% para 20%. O candidato do PSL manteve 39%.
Em relação aos eleitores que declararam renda acima de cinco salários-mínimos, Bolsonaro cresceu cinco pontos e passou de 46% para 51%. Já Haddad caiu seis pontos e passou de 17% para 11%.
Último dia de TV
Nessa quinta-feira, o último dia dos candidatos à Presidência no horário eleitoral obrigatório na TV foi marcado por ataques de Fernando Haddad (PT) a Jair Bolsonaro (PSL), que lidera as pesquisas. O capitão reformado do Exército, por sua vez, disse ser perseguido.
O aumento no tom das campanhas dos candidatos também marcou a despedida das campanhas de Geraldo Alckmin (PSDB) e Ciro Gomes (PDT). Haddad mudou a estratégia de campanha e passou a atacar Bolsonaro desde a quarta-feira. Antes disso, o petista mostrava propostas de governo, sem atacar os adversários.
A mudança estratégica do PT acontece em meio a uma estagnação de Haddad nas pesquisas eleitorais, ao mesmo tempo em que sua rejeição vem crescendo. Divulgada na noite da última quarta-feira, pesquisa Ibope aponta o petista com 23% das intenções de voto, contra 32% de Bolsonaro.
Na peça, um narrador afirma que Bolsonaro foi “o único deputado que votou contra o Fundo de Combate à Pobreza” e “votou contra os direitos dos trabalhadores na reforma trabalhista de [Michel] Temer”. “Mas quando foi para aumentar o próprio salário, ele votou a favor”, continua a narração. “Não vote em quem sempre votou contra você. Bolsonaro não”, diz um trecho da campanha de Haddad.
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