Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 23 de outubro de 2018
O IPC-S (Índice de Preço ao Consumidor – Semanal) avançou na terceira semana de outubro e apresentou variação de 0,54%, 0,02 ponto percentual acima da taxa registrada na última divulgação. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (23) pela FGV (Fundação Getulio Vargas).
Nesta apuração, quatro das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação. A maior contribuição partiu do grupo Alimentação (0,59% para 0,87%). Nesta classe de despesa, cabe mencionar o comportamento do item hortaliças e legumes, cuja taxa passou de 5,55% para 13,38%.
Também registraram acréscimo em suas taxas de variação os grupos: Saúde e Cuidados Pessoais (0,46% para 0,59%), Educação, Leitura e Recreação (0,49% para 0,61%) e Vestuário (0,51% para 0,60%). Nestas classes de despesa, vale destacar o comportamento dos itens: artigos e higiene e cuidado pessoal (0,72% para 1,39%), salas de espetáculo (1,21% para 1,77%) e vestido e saia (1,21% para 1,64%).
Em contrapartida, apresentaram recuo em suas taxas de variação os grupos: Transportes (1,28% para 0,93%), Habitação (0,10% para 0,02%) e Despesas Diversas (0,11% para 0,07%). Nestas classes de despesa vale citar os itens: gasolina (4,36% para 3,24%), tarifa de eletricidade residencial (-0,17% para -0,56%) e alimentos para animais domésticos (0,81% para 0,41%).
O grupo Comunicação repetiu a taxa de variação de 0,16%, registrada na última apuração. As principais influências partiram dos itens: pacotes de telefonia fixa e internet (0,05% para 0,35%), em sentido ascendente, e mensalidade para internet (0,61% para 0,22%), em sentido descendente.
Expectativa
A expectativa dos consumidores brasileiros para a inflação nos próximos 12 meses variou 0,1 ponto percentual em outubro para 5,7%, retornando ao nível de agosto desse ano. Na comparação com o mesmo período no ano anterior, houve queda de 0,7 ponto percentual, segundo a FGV.
“O resultado mostra ao longo dos últimos meses, uma expectativa de inflação dos consumidores bem ancorada. Apesar de uma elevação das expectativas do mercado para o próximo ano, o consumidor continua mantendo suas expectativas de inflação estáveis. Excelente notícia, uma vez que o período eleitoral está acabando e não ocorreu nenhum choque de preços relevante”, afirmou o economista Pedro Costa Ferreira.
Na distribuição por faixas, a parcela dos consumidores que projetaram valores dentro dos limites de tolerância (3%-6%) da meta de inflação de 4,5% estabelecida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) para este ano caiu de 57,6% em setembro para 57,1% em outubro.
A proporção de consumidores que projetam valores abaixo do limite inferior (3%) caiu 2,0 pontos percentuais, de 8,4% em setembro para 6,4% em outubro, a menor proporção dos últimos seis meses. A parcela dos que esperam valores para a inflação acima do centro da meta subiu de 61,3% para 66,2% no mesmo período de comparação, a maior parcela nos últimos seis meses.
Em outubro, a expectativa de inflação caiu para todas as faixas de renda exceto para famílias com renda mensal entre R$ 2.100,01 e R$ 4.800,00 cujo aumento de 0,4 ponto percentual influenciou a relativa alta no mês.
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