Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 28 de julho de 2015
Cerca de 150 passageiros do voo AA 229 da American Airlines, que faz a linha Miami (EUA)-Salvador (BA), já estão há mais de 24 horas aguardando para embarcar na aeronave. De acordo com Ciro Moraes, advogado que reside em Salvador, e que é um dos que estão em Miami aguardando embarcar, eles deviam ter embarcado na noite do último domingo (26) e chagado a capital baiana na segunda-feira (27).
“Eles disseram que havia um problema na turbina e remarcaram o embarque para 15 minutos depois. Só que de 15 em 15 minutos, já são mais 24 horas esperando”, conta. Ainda de acordo com Ciro, muitos passageiros são baianos.
O advogado contou que às 5h da manhã (horário de Miami, 6h no horário de Brasília) da segunda-feira, após passarem a madrugada no aeroporto, a empresa distribuiu vouchers para irem a um hotel, mas avisou que era para os passageiros retornarem ao meio-dia, porque o embarque seria realizado às 14h. “Voltamos, e aí nos disseram que o voo seria remarcado para às 15h, depois 18h, e até agora [21h] nada”, diz Ciro.
Segundo Bianca Valladares, passageira do voo, os passageiros que deveriam voltar no domingo chegaram a ser acomodados na aeronave por volta das 22h de segunda, mas foram retirados poucos minutos depois. “Ele [avião] chegou a andar um pouquinho na pista e logo depois voltou e disseram que estavam com problema na turbina e no radar. Todo mundo desembarcou de novo e ficou todo mundo lá”, conta Bianca. “Está um desespero total. Tem mulheres grávidas, adolescentes, idosos, deficientes. Está um horror aquilo ali. Eles não dão explicação e não têm o menor cuidado”, acrescentou.
Ciro destacou que já procuraram até a polícia para tentar resolver o problema. “A polícia alegou que não poderia fazer nada, e disse para entraramos com uma ação contra a empresa aérea”, conta o advogado. O advogado afirma que um novo embarque está marcado para às 21h30, horário de Miami. “Mas já não estamos acreditando que o horário será respeitado”, lamenta Ciro. “Não sabemos a quem mais recorrer. Estamos muito apreensivos”, completa. (AG)
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