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Brasil A terceira cirurgia em Bolsonaro desde o atentado está marcada para o dia 12 de dezembro

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Procedimento influenciará o calendário de viagens internacionais do presidente eleito. (Foto: Agência Brasil)

O presidente eleito Jair Bolsonaro vai passar pela terceira cirurgia desde que recebeu uma facada ao participar de um ato de campanha no centro de Juiz de Fora (MG), no dia 6 de setembro. Esse procedimento, marcado para o dia 12 do mês que vem, será realizado no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, para a retirada da bolsa de colostomia que ainda carrega devido às graves lesões no intestino.

Em entrevista coletiva, o ex-capitão do Exército e ainda deputado federal do PSL ressaltou que, em virtude dessa nova operação, ainda não foi definida a data de sua primeira viagem internacional como presidente eleito, para Santiago do Chile.

“Não marquei [o dia de embarque] porque tem essa questão da bolsa de colostomia”, explicou. “Em viagens mais longas, eu posso ter algum tipo de problema, e eu não quero colocar em risco a minha saúde. A princípio, a operação é no dia 12 de dezembro, três meses depois da primeira cirurgia.”

O deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS), futuro ministro da Casa Civil no novo governo, anunciou na semana passada que Bolsonaro já tem traçado um roteiro básico de suas primeiras viagens internacionais, ainda sem calendário certo. Após visitar o Chile, está nos seus planos embarcar para os Estados Unidos e depois para Israel.

O roteiro escolhido pelo político do PSL sinaliza planos de uma mudança na política externa do Brasil. Nos governos comandados pelos petistas Luiz Inácio Lula e Dilma Rousseff (totalizando três mandatos inteiros e um pela metade, no período de 2003 a 2016) priorizou a cooperação entre países em desenvolvimento.

Agressor

No dia 6 de setembro, Jair Bolsonaro levou uma facada de Adélio Bispo de Oliveira, 40 anos. Atingindo no abdômen, o então candidato foi levado às pressas para a Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora, onde passou por uma cirurgia de emergência por causa de ferimentos nos intestinos grosso e delgado e em uma veia abdominal.

No final de setembro, a PF (Polícia Federal) divulgou a conclusão do inquérito que investigava o atentado. A conclusão é de que Adélio, preso pelo crime, agiu sozinho motivado pelas discordâncias que tinha em relação às propostas políticas do presidenciável.

O envolvimento de outras pessoas fora do local do crime ainda é investigado pela PF e, por isso, um segundo inquérito foi aberto para dar continuidade às apurações. Em entrevista à imprensa, o delegado Rodrigo Morais, responsável pelas investigações, ressaltou não restarem dúvidas de que o crime teve motivação política, embora não tenha sido constatado o envolvimento de outras pessoas.

Logo depois, ainda no hospital, Bolsonaro insinuou que o delegado agia como “defesa” de Adélio e que tentava “abafar” o caso. “O depoimento que vi do delegado da PF que está conduzindo o caso é realmente para abafar o caso. Lamento o que ouvi ele falando. Dá a entender até que age, em parte, como uma defesa do criminoso”.

A fala do presidenciável gerou incômodo entre os delegados da corporação. Na ocasião, o presidente da ADPF (Associação dos Delegados da Polícia Federal), Edvandir Paiva, a credibilidade da instituição foi colocada em xeque sem qualquer fundamentação. “Por todos os trabalhos que já fez, a PF não merece esse tipo de desconfiança por parte da campanha do candidato Jair Bolsonaro”, lamentou.

Também delegado, Paiva afirma haver “compreensão” da situação de a vítima querer uma solução, além do componente político das declarações do presidenciável. Mas ressaltou que a investigação foi técnica e sem o compromisso prévio com qualquer resultado (como indicar ou não um mandante).

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