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Brasil Pesquisa indica que quase 70% dos eleitores concordam que o sistema previdenciário do Brasil é insustentável

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Mudança nas regras do setor tem sido alvo de falas desencontradas. (Foto: EBC)

Quase 70% dos eleitores brasileiros concordam que o sistema previdenciário no Brasil é economicamente insustentável. É o que revela uma pesquisa de opinião realizada por meio do site www.globo.com, em parceria com a empresa canadense Vox Pop Labs e que permite identificar qual presidenciável é mais alinhado às ideias do eleitor.

Entre os eleitores do futuro presidente Jair Bolsonaro (PSL), 44% “concordam muito” com essa afirmação sobre a Previdência Social no País. Já outros 242% “concordam um pouco”, enquanto 10% afirmaram “discordam muito”, 8% “não concordam e nem discordam”, 11% “discorda um pouco” e 4% “não sabem”.

Ao responder à Sintonia Eleitoral, o leitor dizia o quanto concordava com 30 afirmações e, a partir dessas respostas, a ferramenta indicava em que ponto do espectro ideológico o leitor estava e como ele se situava em relação aos candidatos. Mais de 1 milhão de pessoas responderam ao questionário.

Desenvolvida por uma equipe de cientistas sociais e estatísticos da Vox Pop Labs, a Sintonia Eleitoral é uma ferramenta de engajamento cívico oferecida no Brasil pelo site www.globo.com. Os resultados são baseados em 496.038 respostas no período entre 21 de setembro e 29 de outubro deste ano. Até agora, a ferramenta totaliza 1,14 milhão de testes realizados.

Diferentemente de pesquisas de opinião on-line, nesse levantamento os participantes não são pré-selecionados. Da mesma forma que nas pesquisas de opinião, entretanto, os dados são uma amostra não aleatória e foram ponderados para se aproximar de uma amostra representativa da população. Os dados foram ponderados por gênero, idade, educação e região para assegurar uma composição da amostra que reflita a atual população do Brasil de acordo com os dados do Censo e outras estimativas populacionais.

Governo de transição

O presidente eleito Jair Bolsonaro começa a dar as cartas na relação do governo com o Congresso Nacional, de comum acordo com o presidente Michel Temer, que pretende oferecer ao sucessor todo apoio possível nas votações da Câmara e do Senado. “Agora a transição começou, a iniciativa tem que ser do presidente eleito”, explica o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha.

Bolsonaro e Temer devem se reunir nesta quarta-feira, para tratar da agenda da transição. Um dos principais assuntos em pauta é justamente a votação da reforma da Previdência. A proposta do atual governo está pronta, foi exaustivamente negociada, mas não foi votada por causa das denúncias do então procurador-geral da República Rodrigo Janot contra Temer, com base na delação premiada do ex-presidente da JBS Joesley Batista.

Para a rejeição das denúncias, o governo consumiu a energia que seria empregada na aprovação da reforma. Recém-eleito, Bolsonaro teria legitimidade e força política para aprovar a reforma, que está pronta para votação, antes mesmo de tomar posse, mas há divergências na sua equipe quanto a isso.

De acordo com a cúpula da equipe de transição de governo, setores da futura gestão preferem deixar a aprovação da reforma para depois da eleição das novas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado. O argumento é de que a proposta do emedebista proporcionaria apenas um alívio de caixa por cinco anos, enquanto a proposta de reforma da Previdência do novo governo teria um horizonte de 30 anos.

Paulo Guedes, o futuro “superministro” da Economia, já admitiu fazer a reforma em duas etapas: uma agora, que facilitaria a vida da equipe econômica do ponto de vista fiscal, e outra quando o novo Congresso tomar posse, para resolver de vez o problema.

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