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Brasil Um ex-superintendente da Polícia Federal que atuou com Sérgio Moro na Operação Lava-Jato foi nomeado para o governo de transição

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Rosalvo Franco se aposentou da corporação no ano passado. (Foto: Reprodução)

O ex-delegado Rosalvo Franco, da PF (Polícia Federal) no Paraná, foi nomeado para o cargo especial de transição governamental, a fim de auxiliar o futuro ministro da Justiça, Sérgio Moro, na transição de governo. Ele foi superintendente da corporação de 2013 a 2017, ano em que se aposentou. Na última segunda-feira, Rosalvo já havia participou das primeiras reuniões com Moro, com quem almoçou com no CCBB (Centro Cultural do Banco do Brasil), onde funciona o governo de transição em Brasília.

No período que comandou regionalmente a PF em Curitiba, Rosalvo atuou em momentos decisivos da Operação Lava-Jato, desde o início da força-tarefa até fases delicadas, como a busca e apreensão na casa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Daí a proximidade com Moro, a partir do trabalho conjunto.

Nomes-chave

Outro nome de confiança de Moro também foi publicado hoje no “Diário Oficial” dessa terça-feira. É o de Flavia Maceno, que assessorou Moro durante toda a Lava-Jato. Ela foi diretora de secretaria na 13ª Vara da Justiça Federal, também em Curitiba.

Moro está definindo nomes-chave pra sua equipe no Ministério da Justiça e em órgãos vinculados, como a Polícia Federal. Ele já disse que o nome do novo diretor-geral da PF pode ser decidido nesta semana. O mais cotado é Mauricio Valeixo, hoje superintendente da PF na capital paranaense.

Valeixo é muito próximo de Moro, ja foi o numero 3 na hierarquia da Polícia Federal na gestão do ex-diretor-geral Leandro Daiello, tem trânsito com as equipes de investigação da Operação Lava-Jato que atuam em Curitiba e em Brasília.

Quem também está cotado para o cargo é a delegada Érika Marena, considerada “uma aposta dos colegas” e que tem proximidade com Moro desde o início da Lava-Jato, onde atuou. Na segunda-feira, ela almoçou com o futuro ministro. A definição deve sair até esta sexta-feira. Ela também é cotada para assumir um posto na estrutura do Ministério da Justiça.

Um dos possíveis cargos é o Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional — posto estratégico responsável pela recuperação de dinheiro desviado para o exterior e por cooperações com outros países para desvendar remessas ilegais. O caso do deputado federal cassado Eduardo Cunha (a cooperação internacional com a Suíça) passou pelo DRCI.

Moro estuda, ainda, nomes para o futuro Ministério, a fim de ocupar cargos como o Depen (Departamento Penitenciário Nacional) e a Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública).

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