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Brasil O presidente do Banco Central manterá status de ministro até a instituição obter independência

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Campos Neto, indicado pelo presidente Jair Bolsonaro, foi um dos formuladores da política econômica do governo e integrou a equipe brasileira que foi ao Fórum Econômico Mundial, em Davos. (Foto: EBC)

O presidente do BC (Banco Central) manterá o status de ministro de Estado na gestão do presidente eleito Jair Bolsonaro até que o Congresso Nacional aprove a independência da autoridade monetária, disse Bolsonaro nesta terça-feira (27).

Em entrevista coletiva no gabinete de transição, ao lado do indicado para comandar o Ministério da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, Bolsonaro disse ainda que a AGU (Advocacia-Geral da União) também manterá o status de ministério em sua gestão.

“O Banco Central (terá status de ministério) até a sua independência. A AGU entendemos que tem que ter o status de ministério. Então, onde nós nos perdemos um pouquinho — queríamos 15 ministérios — alguns, por questão de funcionalidade, tivemos que manter o status de ministério”, disse Bolsonaro aos jornalistas.

Atualmente o Banco Central não tem em si status de ministério, mas o presidente do BC detém todas as prerrogativas de ministro de Estado. Hoje o Banco Central é formalmente vinculado ao Ministério da Fazenda.

Já tramitam no Congresso propostas para dar independência ao Banco Central e uma delas tem sido defendida pelo atual presidente do BC, Ilan Goldfajn, que deixará o posto no final deste ano.

Roberto Campos Neto

O diretor do Santander Roberto Campos Neto foi confirmado como novo presidente do Banco Central no governo do presidente eleito. O economista Mansueto Almeida deve continuar no cargo de secretário do Tesouro Nacional, cargo que ocupa desde abril. A informação foi confirmada no último dia 15, em comunicado, pela equipe de Paulo Guedes, futuro ministro da Economia.

Para assumir o cargo, o indicado para o comando do BC terá que ser submetido a uma sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. Após os questionamentos, ele ainda precisará ser aprovado pelos senadores que integram o colegiado e pelo plenário do Senado, com o voto favorável de 41 parlamentares.

“O economista Roberto Campos Neto aceitou o convite e terá seu nome indicado ao Senado Federal [que precisa aprovar a indicação] para presidir o Banco Central. Com extensa experiência na área financeira, pós-graduado em economia pela Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), Campos Neto deixa diretoria do Banco Santander, onde ingressou em 2000”, informa a nota.

Roberto Campos Neto é neto do economista liberal de mesmo nome morto em 2001. Formado em Economia e com especialização na área pela Universidade da Califórnia, Campos Neto é o responsável pela tesouraria do Santander, banco no qual ingressou em 2000 como chefe da área de renda fixa internacional.

Roberto de Oliveira Campos Neto é brasileiro, nascido em 28 de junho de 1969. Formado em Economia, com especialização em Economia com ênfase em Finanças, pela Universidade da Califórnia, em Los Angeles.

Trabalhou no Banco Bozano Simonsen de 1996 a 1999, onde ocupou os cargos de operador de derivativos de juros e câmbio (1996), operador de dívida externa (1997), operador da área de Bolsa de Valores (1998) e executivo da área de renda fixa internacional (1999).

De 2000 a 2003, trabalhou como chefe da área de renda fixa internacional no Santander Brasil.
Em 2004, ocupou a posição de gerente de carteiras na Claritas. Voltou ao Santander em 2005, como operador, e, em 2006, passou a chefe do setor de Trading.

Em 2010, passou a ser responsável pela área de proprietária de tesouraria (que cuida dos recursos do próprio banco) e formador de mercado regional e internacional. Atualmente é responsável pela tesouraria do banco.

 

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