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Brasil A Agência Nacional do Petróleo pediu esclarecimentos às distribuidoras sobre o preço alto da gasolina nos postos

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Desde 1953, não são construídas refinarias privadas no País. (Foto: Divulgação/Petrobras)

A ANP (Agência Nacional do Petróleo) solicitou, em um prazo máximo de 15 dias, esclarecimentos às principais empresas distribuidoras sobre os preços dos combustíveis.

O pedido ocorre após a pesquisa de preços da ANP ter revelado que na bomba a redução feita pela Petrobras às refinarias não chegou ao consumidor. “A Agência tem adotado várias medidas para dar maior transparência à formação de preços e solicitado informações dos agentes periodicamente. Dessa forma, foi observada a redução significativa de preços da gasolina A pela Petrobras, sem que essa decisão tenha chegado ao consumidor final”, complementou a ANP.

De acordo com a pesquisa de preços divulgada pela ANP na semana passada, o valor da gasolina C, que estava, na média nacional, em R$ 2,1381, no dia 18 de setembro, tinha se reduzido para R$ 1,6761. No entanto, apenas R$ 0,04 tinham sido repassados ao consumidor final.

O último acompanhamento da ANP, divulgado esta semana, indica que embora o preço final da gasolina C tenha caído cerca de R$ 0,51 nos dois últimos meses, só cerca de R$0,26 foram repassados pelas distribuidoras. O consumidor final, por sua vez, somente constatou uma redução da ordem de R$ 0,10 nos preços praticados na bomba.

O preço médio da gasolina praticado pela Petrobras nas refinarias acumula queda de quase 20% em novembro, enquanto nos postos a redução medida pela ANP foi de cerca de 3%.

“O pedido atende à atribuição legal da Agência de zelar pela proteção do consumidor quanto a preços, qualidade e oferta de produtos”, disse a ANP em nota.

“A Agência tem adotado várias medidas para dar maior transparência à formação de preços e solicitado informações dos agentes periodicamente. Dessa forma, foi observada a redução significativa de preços da gasolina A pela Petrobras, sem que essa decisão tenha chegado ao consumidor final.”

Margem de lucro

A Petrobras reajusta quase diariamente o preço da gasolina nas refinarias, como parte de sua política de preços que tem o objetivo de acompanhar as cotações internacionais. O repasse ou não para o consumidor final depende dos postos de combustíveis.

Números da Petrobras sugerem que os postos vêm aumentando sua margem de lucro. Atualmente, 16% do preço final corresponde aos custos e lucro dos distribuidores e postos de gasolina. Em maio, essa fatia era de 12%, e no final de outubro era de 14%.

 

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