Sexta-feira, 29 de maio de 2026

Porto Alegre

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil Bolsonaro disse ter debatido questões sobre Venezuela, Cuba e Israel com assessor de Donald Trump

Compartilhe esta notícia:

Conforme o presidente eleito, pauta incluiu as barreiras alfandegárias entre os dois países. (Foto: Agência Brasil)

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) disse ter debatido com o assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, John Bolton, questões sobre medidas diplomáticas contra a Venezuela e Cuba. Os dois se reuniram nessa quinta-feira por cerca de uma hora na casa do presidente eleito, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro.

“A Venezuela é uma questão que vem lá de trás, temos de buscar soluções. Pela cláusula democrática a Venezuela sequer poderia entrar no Mercosul. Medidas precisam ser tomadas”, afirmou o presidente eleito, após evento na Vila Militar. Ambos também discutiram o polêmico plano de mudança da embaixada brasileira em Israel, de Tel Aviv para Jerusalém.

“Sabemos que cerca de de 80 mil cubanos estão na Venezuela, então tem mais esse agravante”, criticou Bolsonaro. “Vai ser difícil tirar o país dessa situação. Faremos o possível pelas vias legais e pacíficas para resolver o problema, porque já estamos sentindo os reflexos da ditadura que se instala no regime venezuelano.”

Com uma inflação que pode ultrapassar 1.000.000% neste ano, a Venezuela vive uma crise econômica que fez milhões de pessoas deixarem o país em direção aos vizinhos, dentre eles o Brasil.

Embora seja um crítico da atuação do ditador Nicolás Maduro, até agora o governo brasileiro evitou impor sanções unilaterais com o regime de Caracas. Diferente dos Estados Unidos, que já impôs uma série de punições a autoridades do país.

Israel

Jair Bolsonaro disse também que discutiu com Bolton o plano de mudança da embaixada do Brasil em Israel. “Essa possibilidade existe”, reiterou. “Jerusalém tem duas partes. Uma delas não está em litígio e a embaixada norte-americana está nessa parte.”

Por decisão do presidente Donald Trump, em maio os Estados Unidos mudaram a sua embaixada de Tel Aviv para Jerusalém. A medida foi alvo de críticas na maior parte do planeta e de protestos no mundo árabe, mas o próximo governo brasileiro planeja seguir a mesma ideia.

Embora Jerusalém oficialmente seja a capital do país, apenas as embaixadas dos Estados Unidos e da Guatemala ficam na cidade, enquanto o restante estão em Tel Aviv. A polêmica ocorre porque os palestinos reivindicam que Jersualém Oriental seja a capital de seu futuro Estado.

Bolsonaro prometeu, durante a campanha, também fazer a mudança da embaixada, em um aceno à sua base evangélica, ao governo israelense e à Casa Branca. Mas no início de novembro, após o cancelamento de um compromisso diplomático com o Brasil pelo Egito, ele afirmou que a mudança ainda não estava decidida.

Em visita a Washington na terça-feira, o deputado reeleito Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho de Jair Bolsonaro, voltou a dizer, porém, que a transferência da sede diplomática será feita. O presidente eleito tem feito um discurso de aproximação de Trump e seu filho Eduardo está atualmente em viagem aos Estados Unidos, onde se encontrou com aliados do republicano, como o ex-estrategista Steve Bannon e o senador Ted Cruz.

O impasse acontece porque juntas, as nações árabes são o segundo maior comprador de proteína animal brasileira. As exportações somaram US$ 13,5 bilhões (cerca de R$ 52,3 bi) em 2017 e o superávit para o Brasil foi de US$ 7,17 bilhões (R$ 27,7). O temor é que estes países parem de comprar o produto brasileiro caso a mudança seja efetivada.

A conversa entre o brasileiro e o norte-americano também tratou de questões econômicas, segundo o relato do presidente eleito: “Terrorismo não entrou na conversa. Mas a questão das barreiras, das taxas alfandegárias, as dificuldade de se fazer negócio aqui. Transmiti a ele, junto com a equipe econômica, no sentido de facilitar o comércio com Estados Unidos e o mundo tudo sem prejudicar a nossa economia”.

Bolsonaro reiterou que pretende ir aos Estados Unidos após a realização da cirurgia para retirada de sua bolsa de colostomia, implantada em razão do ataque que sofreu durante a campanha eleitoral. A primeira missão internacional de Bolsonaro após a posse será a países da América do Sul: “Estamos estudando uma viagem curta para o Paraguai, Argentina e Chile”.

Ele disse, ainda, que há possibilidade da vinda do presidente norte-americano Donald Trump a sua posse. O empecilho seria o dia da solenidade, 1º de janeiro. “É uma data ingrata, mas há essa possibilidade”, disse ele. Após o encontro, Bolton disse nas redes sociais que convidou o brasileiro para um novo encontro, futuramente.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Privatizações da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil não estão no radar, diz Bolsonaro
Para aderir ao Mais Médicos, brasileiros trocam de cidade e deixam postos vazios
Pode te interessar