Terça-feira, 29 de setembro de 2026

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Agro Consumo e qualidade são temas do Congresso Internacional do Leite

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Público lotou o salão de eventos da Fiergs durante o evento que encerra hoje, na Capital.
Público lotou o salão de eventos da Fiergs durante o evento que encerra hoje, na Capital. FOTO - Jackson Ciceri

A saúde, comercialização e adição de probióticos para a melhoria dos produtos lácteos foi tema do primeiro painel desta quinta-feira (30) da programação do 13º Congresso Internacional do Leite, que ocorre no Centro de Eventos da Fiergs, em Porto Alegre. O painel foi presidido pelo presidente do sistema Ocergs/Sescoop/RS, Vergilio Frederico Perius, e teve como moderador o presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS), Alexandre Guerra.

A palestra do coordenador do Mais Leite, Rafael Cornes Lucas, “Benefícios do Consumo de Lácteos para a Saúde Humana – Evidências Científicas, apresentou diversos dados que corroboram com as vantagens do consumo de lácteos, principalmente o leite, desde a infância até a vida adulta, inclusive sendo um dos fatores significativos na relação consumo de leite e aprendizado. “Já temos comprovado que o consumo do café da manhã com produtos lácteos é fator essencial para o conhecimento, refletindo na capacidade de absorção cognitiva e capacidade de compreensão. Portanto, é essencial que se executem programas dentro das escolas, estimulando o consumo de lácteos pelos estudantes tanto na infância quanto na adolescência”, explica.

O pesquisador disse que o consumo de lácteos na fase adulta deve ser mantida, pois são produtos que têm importância nesta fase da vida e são benéficos para prevenir a obesidade, por sua forma de saciedade e inclusive no que se refere ao fortalecimento de cálcio de adultos, que tem seu auge aos 30 anos e entra em declínio principalmente a partir dos 50 anos de idade. “O lácteos são alimentos fontes de excelência de cálcio, mineral que é relacionado com a prevenção e tratamento da hipertensão arterial, obesidade e osteoporose, entre outras. Também existe vínculo direto do consumo de lácteos para a prevenção de doenças como diabetes, cáries, doenças cardiovasculares, câncer de cólon e mama e benéfico para a prática esportiva”, complementa.

A palestra seguinte teve como tema “Novos Produtos para a Indústria Brasileira de Latícinios”, apresentada pela pesquisadora e professora da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) Neila Silvia Pereira Richards. A apresentação contextualizou o comportamento do mercado e indústria de lácteos com o consumidor que, com o passar das décadas, principalmente a partir de meados dos anos 1990, se apresenta não somente com um produto de suplementação e fortalecimento, mas de caráter funcional, reduzindo e prevenindo doenças e problemas de saúde.

A especialista reforça o caráter de importância do leite e derivados como produto essencial para a alimentação humana. “O alto teor de cálcio no produto, contendo 30% do valor diário necessário e um copo de leite, faz dele um produto indispensável. Para vias de comparação essa mesma quantidade de cálcio só seria suprida por vegetais, em 10 xícaras de espinafre ou o consumo de 32 unidades de couve de Bruxelas, o que seria praticamente inviável” comenta.

Em termos de indústria e mercado, a pesquisadora acredita em uma projeção entre 2014 e 2024 de um aumento de 36% no consumo, o que equivale a 710 milhões de toneladas do produto e que a produção busque incrementar a diversidade de produtos oferecidos para o consumidor final. Entretanto, a pesquisadora foi enfática nas questões de produto e matéria-prima. “O que deve ser entendido é que a qualidade é uma obrigação da indústria, uma conformidade e não um diferencial. Inclusive no que se refere à matéria-prima pois, comprometida, não tem milagre algum que a torne um bom produto”, aponta.

O ciclo de palestras desse painel foi fechado com a apresentação “Probióticos para a Indústria de Laticínios”, realizada pelo argentino Calso Gabriel Vinderola. A sua apresentação foi focada nas vantagens e utilização dos probióticos em produtos lácteos e o quanto eles contribuem para a qualidade. “Os probióticos são excelentes aditivos aos lácteos, especialmente iogurtes, com benefícios comprovados para a saúde intestinal, inclusive sendo uma importante fonte preventiva de doenças desse órgão” comenta. O especialista ainda aponta que o país tem uma grande oportunidade nesse segmento. “O Brasil não conta com a produção de probióticos locais, sendo necessária a sua importação, o que pode ser um campo extremamente oportuno para o início desse tipo de cultura”, comenta. Por fim, o especialista vê a necessidade de uma mudança na legislação que possibilite que sejam apresentados nos rótulos dos produtos todos os benefícios já comprovados pela adição desse microrganismo em lácteos.

O 13º Congresso Internacional do Leite segue nesta quinta-feira (30) com palestras que discutem a sustentabilidade e a competitividade da atividade leiteira no Brasil. O evento  conta com apoio de Balde Branco, Feed & Food, Milkpoint, AFUBRA, SESCOOP,  Universidade Federal de Santa Maria, Universidade Federal do Rio Grande do Sul,  Famurs, AGL. Conta com patrocínio do SEBRAE, SICREDI, Tetra Pak, OCB, Emater-RS,  CNPq, CAPES, Ministério da Educação, Ministério da Agricultura, Pecuária e  Abastecimento. O congresso é uma realização da Embrapa em parceria com o Instituto Gaúcho do Leite (IGL).

 

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“Doutor, gostaria de ter lábios iguais aos da Angelina Jolie.”
Cidadezinha italiana famosa pela máfia tenta limpar sua má imagem e ganha museu
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