Segunda-feira, 05 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 30 de dezembro de 2018
Pesquisa Datafolha divulgada na última quinta-feira (27) mostra queda na reprovação do presidente mais impopular desde o fim da ditadura militar, Michel Temer. Segundo o levantamento, que ouviu 2.077 pessoas em 130 cidades, entre os dias 18 e 19 de dezembro, 62% consideram o atual governo ruim ou péssimo, 29% o acham regular, e 7%, bom ou ótimo.
Apesar de os dados não serem animadores, outra pesquisa Datafolha, conduzida em junho deste ano, indicava que 82% dos brasileiros consideravam Temer ruim ou péssimo, a maior taxa de reprovação já registrada pelo instituto. Após essa marca, a rejeição ao presidente começou a diminuir, alcançando 62% em dezembro, menor índice desde abril de 2017.
Depois das manifestações pedindo a renúncia do emedebista, a vitória do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) fez com que opositores do futuro governo criassem a hashtag #FicaTemer, que figurou entre os assuntos mais comentados no Twitter.
Esses são os últimos dias de Temer no poder, e considerando 1989 até hoje, apenas Fernando Collor e Dilma Rousseff tiveram rejeição maior no fim de seus mandatos: 68% e 63%, respectivamente. Já sobre o índice de bom/ótimo, Temer tem a menor taxa em final de mandato em um período de 30 anos. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é o recordista, tendo encerrado sua gestão, em 2010, com 83% de aprovação.
Indulto
Às vésperas de encerrar seu mandato, o presidente Michel Temer informou a auxiliares ter desistido de assinar o indulto de Natal de 2018. Após idas e vindas sobre a decisão, Temer julgou melhor não tomar nenhuma iniciativa diante do fato de o Supremo Tribunal Federal não ter o concluído o julgamento da suspensão do indulto de 2017.
A suspensão ocorreu após pedidos de vista dos ministros Dias Tofffoli e Lux Fux, com um placar de 6 a 2 a favor da validade do decreto de indulto natalino editado pelo presidente Michel Temer no ano passado. Com o adiamento, continua valendo a liminar proferida pelo relator, ministro Luís Roberto Barroso, que suspendeu parte do texto do decreto.
O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, chegou a anunciar na última quinta-feira (27), durante café da manhã com jornalistas, que Temer assinaria o decreto até sexta-feira (28), mas isso não ocorreu. Na prática, o presidente só teria esta segunda (31) para tomar a medida, defendida pela Defensoria Pública da União.
Esta será a primeira vez em 30 anos que a Presidência da República não emitirá um decreto em favor de apenados por crimes não violentos que já cumpriram parte da pena.
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