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Notícias Veja os destaques do discurso de posse do novo governador gaúcho

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(Foto: Dani Barcellos/ Palácio Piratini)

Em seu primeiro discurso como novo governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite afirmou que a posse não era de um novo governo, mas sim “de um novo futuro para o Rio Grande”, ressaltando ter a clara noção “das dificuldades que estão pela frente. No entanto, como os que construíram nossa história, atuaremos com coragem e ousadia”. Segundo ele, há uma mudança em andamento no mundo e “precisamos acompanhar a velocidade destas transformações. Cabe a nós, eleitos, no Estado e no país, determinarmos o ritmo dos acontecimentos”, frisou.

Neste novo tempo, agregou, “devemos ter novos olhares para enfrentar estas mudanças e, se necessário, vamos ter que readaptar o modo de atuar”, previu. “Vamos romper com os velhos modelos. Ou damos, de fato, posse ao novo futuro, ou ficaremos à merce do passado”, advertiu Leite. O novo governador disse crer em uma nova equação política a ser consolidada no Estado, “a do bem comum que transforme e melhora a vida de todos. Esta nova forma deve ocopar o espaço da disputa estéril, que só desgasta.

Vamos trabalhar pelo consenso estratégico, uma vez que temos muito em comum. A força dos gaúchos, de empreender, de crescer, está sendo desperdiçada há anos. Devemos recanalizar esta energia para crescer e construir um Estado para toda a sociedade”, pregou, acrescentando que as pautas devem ser de Estado, não individuais. O Rio Grande é muito maior que as diferenças”, acrescentou.

Para ele, a ideia não é suprimir ou anular estas diferenças, “mas sim convergir para o interesse comum. A vitória deve ser sempre coletiva”, completou. Ainda segundo Leite, a sua eleição não é uma premiação, mas um contrato de compromissos assumidos. “Para o êxito, porém, todos devem estar irmanados em busca da união para que saiamos da crise”, disse, citando que o Estado tem dívidas que chegam aos R$ 100 bilhões. Garantiu que reformas de impacto serão colocadas em prática. “Não vamos ignorar a difícil realidade; vamos enfrentá-la”, reafirmou, destacando a atenção especialíssima a ser dada à educação, como forma de reerguer o Rio Grande do Sul. “E não vamos resolver a situação com discursos bonitos, mas com ações efetivas e reformas estruturantes”, assegurou.

A sessão solene foi encerrada com o Hino Rio-Grandense, executado pela banda da Brigada Militar. Após, o presidente Marlon solicitou que o 1º secretário, deputado Edson Brum, representando a Assembleia, acompanhasse o governador e o vice até a saída principal do Parlamento. Ali, eles eram aguardados pelos chefes da Casa Militar e do Cerimonial do Palácio Piratini, que os acompanharam até a sede do Executivo, onde foi realizada a transmissão do cargo.

Presenças
Entre as autoridades presentes na cerimônia, estiveram o presidente do Tribunal de Justiça do RS, desembargador Carlos Eduardo Duro; o procurador-geral de Justiça do Estado, Fabiano Dallazen; o defensor público-geral, Cristiano Vieira Heerdt; o prefeito da Capital, Nelson Marchezan Júnior, e o vice, Gustavo Paim; prefeitos e outras autoridades civis, militares e religiosas.

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