Quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

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Notícias Entenda o que é socialismo, citado em discurso de posse de Bolsonaro

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Bolsonaro ficará em Davos até quinta-feira (24), quando retornará ao Brasil. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) declarou, no discurso de posse, que naquele momento o País começava a se livrar “do socialismo, da inversão de valores, do gigantismo estatal e do politicamente correto”. Pela definição clássica, expressa na “Enciclopédia Mirador Internacional”, o socialismo é uma teoria socioeconômica e uma prática política que “pretendem abolir o conflito social, criado pela Revolução Industrial na segunda metade do século XVIII, entre a burguesia, proprietária dos meios de produção, e, o proletariado, os operários que vivem de alugar a sua força de trabalho”. As diferentes teorias socialistas pretendem abolir essa situação, acabando com o trabalho assalariado e transferindo a propriedade dos meios de produção dos patrões para a comunidade.

Nos governos republicanos do Brasil, mesmo nas gestões dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) e Dilma Rousseff (2011-2016), ambos do PT, nunca houve a pretensão de superar o capitalismo nem de acabar com a propriedade privada, como sustentam historiadores consultados. Apesar do alto crescimento do tamanho do Estado nos governos Lula e Dilma, a atuação de iniciativas privadas, como os bancos, não foi suprimida. De acordo com o historiador Carlos Fico, da UFRJ, o discurso anticomunista no Brasil tem longa tradição e sempre apontou falsas ameaças e riscos inexistentes.

O presidente citou o socialismo durante o pronunciamento à população feito no parlatório do Palácio do Planalto.

“É com humildade e honra que me dirijo a todos vocês como Presidente do Brasil. E me coloco diante de toda a nação, neste dia, como o dia em que o povo começou a se libertar do socialismo, da inversão de valores, do gigantismo estatal e do politicamente correto.”

Ao fim da fala, o governante pegou uma bandeira do Brasil e disse que ela jamais será vermelha, em referência à cor adotada tradicionalmente pelos movimentos de esquerda.

“Essa é a nossa bandeira, que jamais será vermelha. Só será vermelha se for preciso nosso sangue para mantê-la verde e amarela.”

Repercussão

O discurso do presidente Jair Bolsonaro repercutiu nas principais veículos de comunicação europeus nesta quarta-feira (2). Praticamente todas as publicações enfatizaram a fala do novo líder da maior economia da América Latina em que cita a libertação do Brasil do socialismo.

O jornal britânico The Guardian foi um dos que mencionaram o trecho como destaque. “Suas palavras encantaram uma multidão de mais de 100 mil pessoas – muitas das quais viajaram à capital modernista para o evento, convencidas de que o populista de extrema direita pode resgatar o País conturbado da corrupção virulenta, do aumento do crime e da estagnação econômica”, mencionou o diário. No jornal britânico de economia Financial Times, a posse de Bolsonaro não recebeu qualquer menção na edição impressa desta quarta-feira nem na versão na internet.

Ainda no Reino Unido, a rede de televisão BBC repetiu algumas vezes uma reportagem sobre a posse de Bolsonaro. Em seu site na internet, nesta quarta o assunto já está fora da página principal do veículo. No material de terça, a BBC destacou que o presidente usou seu discurso de posse para prometer a construção de uma “sociedade sem discriminação ou divisão”.

O enfoque sobre o fim do socialismo no País durante o discurso do novo presidente foi dado pelo francês Le Monde. Saudando “neste dia em que as pessoas começam a se libertar do socialismo, da inversão de valores, do gigantismo do Estado e do politicamente correto”, o líder da extrema direita brasileira prometeu livrar o país das “ideologias nocivas” que “destroem nossas famílias”, como as da “teoria do gênero” que abomina, ou “marxismo”, que ele acredita detectar nos livros didáticos. Garantindo às pessoas “boas” o direito de “legítima defesa”, ele novamente mencionou seu desejo de flexibilizar o mais rápido possível a lei de 2003 que proíbe o porte de armas, mostrando ao mesmo tempo sua benevolência para com os atores da defesa do agronegócio em conflito com o movimento dos sem-terra e dos povos indígenas.

O também francês Le Figaro mantém o tema sem muito destaque em sua página na internet. “Jair Bolsonaro assumiu o cargo na terça-feira, abrindo uma era de ruptura com sérias incertezas em relação à mudança para a extrema direita da maior potência da América Latina.”

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