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Notícias O Facebook Messenger começou a testar a versão com modo escuro em alguns países

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A famosa vazadora de atualizações, Jane Manchun Wong, divulgou informações em seu Twitter. (Foto: Reprodução/Twitter)

O Facebook Messenger parece estar querendo entrar na onda de aplicativos com o “Modo Escuro”, ou Dark Mode. Recentemente vazaram alguns prints de uma versão de testes do app mostrando como o layout dele pode ficar com as mudanças obtidas com a ativação dessa funcionalidade.

Durante o ano de 2018, diversos softwares e aplicativos receberam variações com a interface escurecida, que agrada diversos usuários e faz com que a visibilidade do conteúdo seja muito mais focada do que o fundo branco padrão que a maioria utiliza. Um app onde os usuários pediam constantemente esse update era o Youtube, que passou por diversos testes antes de liberar a versão final, principalmente no sistema Android.

A famosa vazadora de atualizações em aplicativos, Jane Manchun Wong, divulgou em seu Twitter algumas informações a respeito dessa funcionalidade que está sendo testada no mensageiro. Entre os dados compartilhados, sabe-se que essa versão de teste está sendo disponibilizada apenas em alguns países, mas não há informações sobre quais estão sendo privilegiados.

Outro ponto interessante de destacar é o fato do modo escuro ser disponibilizado na área “Eu” com uma mensagem informando que enquanto estiverem trabalhando na funcionalidade, nem todos terão acesso a ela. Todavia, na área de conversas e dentro das janelas de mensagem é possível ver como fica o layout dessa nova versão.

Ainda não há previsão de quando o update vai chegar e se começará a ser distribuído regionalmente como a versão de testes, ou se todos receberão ao mesmo tempo. Porém, é fato que a versão de testes não está sendo disponibilizada nem mesmo no país de origem do app, os Estados Unidos.

Aplicativos compartilham dados com Facebook sem aval dos usuários

Alguns dos apps mais populares para smartphones Android, entre os quais Skyscanner, TripAdvisor e MyFitnessPal, estão transmitindo dados ao Facebook sem consentimento dos usuários, o que pode representar violação das regras de privacidade da União Europeia.

Em um estudo envolvendo 34 apps populares para o sistema operacional Android, a organização ativista Privacy International constatou que ao menos 20 enviam determinados dados ao Facebook no instante em que são abertos em um celular, antes que o consentimento do usuário a isso possa ser solicitado.

As informações enviadas instantaneamente incluem o nome do app, a identidade única de usuário no Google e o número de vezes em que o app foi aberto e fechado desde o download.

Alguns deles, como o site de viagens Kayak, enviam depois informações detalhadas sobre as buscas de voos das pessoas ao Facebook, incluindo datas de viagens, se o usuário tem filhos e que voos e destinos foram alvo de buscas.

A lei europeia sobre compartilhamento de dados mudou em maio de 2018, com a entrada em vigor do Regulamento Geral de Proteção de Dados (GDPR, na sigla em inglês), e os apps para aparelhos móveis agora precisam solicitar consentimento explícito dos usuários antes de recolher informações pessoais.

As multas por violação do GDPR podem chegar a 4% do faturamento da empresa, até um máximo de € 20 milhões (R$ 88 milhões).

Os pesquisadores estudaram apps que contêm “trackers” [rastreadores] do Facebook, os quais interceptam dados no envio. Muitos dos apps são gratuitos, o que sugere que eles ganham dinheiro com compartilhamento de dados e venda de publicidade.

Frederike Kaltheuner, encarregada da pesquisa, acrescentou que, embora a responsabilidade por cumprir os regulamentos caiba aos desenvolvedores dos apps, o kit da empresa americana para desenvolvedores não oferece a opção de aguardar a permissão do usuário antes que certos tipos de dados sejam transmitidos.

Diversos desenvolvedores de apps se queixaram sobre isso ao Facebook, desde maio, apresentando relatórios sobre bugs na plataforma do Facebook para desenvolvedores e afirmando que eles os impediam de cumprir a lei.

Algumas semanas e diversas queixas mais tarde, o Facebook respondeu dizendo que havia encontrado uma solução, mas que os desenvolvedores teriam de baixar uma atualização para usá-la. Mas desenvolvedores continuam a reportar bugs, e não está claro se a solução funciona.

“Seis meses depois que o recuso foi lançado, continuamos a ver muito poucas provas de que desenvolvedores o estejam implementando. De todos os apps que testamos, 67,7% transmitem dados automaticamente ao Facebook no momento em que o app é lançado”, aponta o relatório da Privacy International.

Um porta-voz do Facebook disse que os desenvolvedores de apps tinham como desabilitar a coleta automática de dados e que em 2018 a empresa introduziu uma nova opção que permite que desenvolvedores retardem o momento de coleta pelos aplicativos dos dados para análise.

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