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Brasil A Polícia Federal fez buscas em empresas contratadas pela mineradora Vale para auditoria em barragens

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Companhias analisavam estabilidade e segurança das estruturas como a da barragem que se rompeu. (Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros)

A PF (Polícia Federal) foi às ruas nesta quinta-feira (21) para cumprir mandados de busca e apreensão em empresas de auditoria contratadas pela mineradora Vale para auditorias em barragens. As companhias analisavam tecnicamente a estabilidade e segurança das estruturas.

As buscas da PF teve alvos em duas cidades: Belo Horizonte (dois mandados) e São Paulo (dois mandados).

Segundo investigadores, todas as empresas que são alvo da operação já fizeram auditoria em Brumadinho (MG). A barragem localizada na cidade rompeu no fim de janeiro e deixou centenas de mortos e feridos.

As buscas foram autorizadas pela Justiça Federal em Minas Gerais no âmbito do inquérito da PF sobre o desastre em Brumadinho.

Investigações

A PF abriu inquérito um dia após a tragédia para investigar o rompimento da barragem.

A Polícia Civil de Minas também investiga o caso. Oito funcionários da Vale foram presos na semana passada. Segundo o Ministério Público, eles tinham pleno conhecimento da situação de instabilidade da barragem 1 da Mina Córrego do Feijão e tinham o dever de fazer a evacuação de risco para que vidas fossem poupadas.

Em 29 de janeiro, cinco pessoas foram presas. Dois engenheiros da empresa TÜV SÜD, que prestavam serviço para a Vale, e três funcionário da empresa. Os cinco já foram liberados, mas continuam investigados.

Exames detectam excesso de metais em quatro bombeiros de Brumadinho

O governo de Minas Gerais informou na quarta-feira (20) ter detectado níveis anormais de metais no organismo de profissionais do Corpo de Bombeiros Militar do Estado que atuam no salvamento e nas buscas de Brumadinho (MG), onde uma barragem da Vale se rompeu, em 25 de janeiro. Três exames laboratoriais indicaram uma elevada quantidade de alumínio nos corpos dos agentes, enquanto um quarto identificou a presença de cobre.

Em nota, a administração estadual pontuou que a alteração não significa intoxicação aguda e assegurou que os agentes não apresentam sintoma. “É esperado que, após a interrupção da exposição, os níveis destes metais no organismo sejam normalizados”, afirmou no comunicado.

Procurado pela reportagem, o Corpo de Bombeiros disse estimar que, ao todo, cerca de mil pessoas tenham tido contato direto ou indireto com a lama de rejeitos da barragem, inclusive por inalação. “Houve muito revezamento [de agentes]. Depois de todos os exames, somente três militares da tropa que trabalhou lá apresentaram alguma alteração, que pode ser de lá ou de outros lugares onde eles podem ter trabalhado”, disse em nota, acrescentando que a tropa será acompanhada por 20 anos.

Acordo preliminar antecipa pagamento a moradores de Brumadinho

A mineradora Vale assinou na quarta-feira (20) um TAP (Termo de Acordo Preliminar) para antecipar os pagamentos emergenciais a todos os moradores da cidade de Brumadinho, município atingido pelo rompimento da barragem de rejeitos da Mina Córrego do Feijão. Em nota, a companhia informou que serão beneficiadas as comunidades que vivem até um quilômetro do leito do Rio Paraopeba, de Brumadinho até a cidade de Pompéu, na represa de Retiro Baixo.

Segundo a empresa, o acordo preliminar com a Advocacia-Geral do Estado de Minas Gerais, o Ministério Público do Estado de Minas Gerais, a Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais, a Advocacia-Geral da União, o Ministério Público Federal e a Defensoria Pública da União foi fechado durante audiência no Tribunal de Justiça de Minas Gerais, na presença ainda de representantes dos atingidos pelo rompimento da barragem.

Entre outras medidas, o TAP estabelece o adiantamento da indenização por meio de pagamentos mensais a partir de 25 de janeiro, pelo prazo de um ano, com valores equivalentes a um salário-mínimo por adulto, meio salário-mínimo por adolescente e um quarto do valor do salário-mínimo para crianças.

Está definida ainda assessoria técnica independente para que os atingidos possam negociar suas indenizações individuais. Para o governo de Minas Gerais, está previsto reembolso ou custeio direto das despesas extraordinárias feitas pelo executivo mineiro, seus órgãos de atuação direta e sua administração indireta, inclusive mediante o custeio das despesas de transporte, alojamento e alimentação dos servidores envolvidos nos trabalhos de resgate e demais ações emergenciais.

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