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Brasil Presidente da Câmara dos Deputados contesta Sérgio Moro e diz que juiz federal o investigou diretamente

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Cunha foi citado por um dos delatores do esquema de corrupção na Petrobras (Foto: André Coelho/AG)

Advogados do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), rebateram nesta segunda-feira (03) esclarecimentos prestados pelo juiz Sérgio Moro, que conduz os processos da Operação Lava-Jato na primeira instância, sobre uma citação feita sobre o parlamentar. Contrariando Moro, a defesa de Cunha afirmou que o juiz fez “investigação direta” sobre o deputado, o que é proibido e poderia, em tese, levar à anulação dos atos de apuração.

Em ofício enviado ao STF (Supremo Tribunal Federal), Moro disse que, além de não investigar Cunha, não pode calar quem depõe em ações e inquéritos que tramitam na 13ª Vara Criminal de Curitiba (PR), sob seu comando. “Não houve mera referência ao nome do reclamante, mas evidente ato investigatório de supostas condutas a si atribuídas”, afirmou o advogado Antonio Fernando de Souza. “O juízo reclamado e o agente ministerial ocuparam-se de questioná-lo diretamente sobre supostas condutas do reclamante, deixando claro o menosprezo deles pela competência dessa Corte Suprema”, declarou.

O nome do presidente da Câmara foi citado por um dos delatores do esquema de corrupção na Petrobras, o ex-consultor da Toyo Setal Júlio Camargo. Em depoimento à Justiça Federal do Paraná no mês passado, o delator disse que Cunha pediu  5 milhões de dólares em propina para viabilizar a contratação de navios-sonda por parte da Petrobras. O deputado negou as acusações. Ao tomar conhecimento de que foi citado no depoimento de Camargo à Justiça Federal, Cunha pediu que a ação fosse paralisada e enviada ao Supremo, instância competente para processar parlamentares. (AG) 

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