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Política Bolsonaro exonera funcionários do Ministério da Educação

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Irregularidades envolvem principais programas do MEC. (Foto: Banco de Dados)

Em edição extra do “Diário Oficial da União” desta segunda-feira (11) o governo de Jair Bolsonaro exonerou seis nomes que ocupavam cargos do alto escalão do Ministério da Educação. Um pouco antes, por meio de nota de sua assessoria, o MEC declarou que a pasta continua firme no propósito de dar prosseguimento aos trabalhos da denominada “Lava Jato da Educação” e na apuração de indícios de irregularidades no âmbito da pasta. A nota segue, ” lembrando que, mais do que uma obrigação legal, o combate à corrupção é um compromisso do Sr. presidente da República, Jair Bolsonaro, francamente assumido como diretriz de governo. O combate à corrupção está sendo gerido pelo MEC, Ministério da Justiça e Segurança Pública, Advocacia-Geral da União e Controladoria-Geral da União, e, portanto, deve ser tratado com a isenção e impessoalidade que se exigem das atuações estatais.”
Por sua vez, o ex-ministro da Educação no período de julho de 2005 a janeiro de 2012, Fernando Haddad, afirmou que “a tentativa de fazer uma Lava-Jato da Educação, mesmo com as contas do Ministério aprovadas pela Controladoria-Geral da União e pelo Tribunal de Contas da União, representa um movimento desesperado do atual governo de encobrir as falhas da sua gestão educacional.”

As suspeitas de irregularidades remontam a 2006 e envolvem o Programa Universidade para Todos(ProUni), o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego(Pronatec) e o Fundo de Financiamento Estudantil(Fies).

Foram exonerados:

  • Tiago Tondinelli (chefe de gabinete do ministro da Educação);
  • Eduardo Miranda Freire de Melo (secretário-executivo adjunto da Secretaria-Executiva do Ministério da Educação);
  • Ricardo Wagner Roquetti (coronel que atuava como diretor de programa da Secretaria-Executiva do Ministério da Educação);
  • Claudio Titericz (diretor de programa da Secretaria-Executiva do Ministério da Educação)
  • Silvio Grimaldo de Camargo (assessor especial do ministro da Educação);
  • Tiago Levi Diniz Lima (diretor de Formação Profissional e Inovação da Fundação Joaquim Nabuco).

 

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