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Economia A Petrobras lidera o ranking 2018 de empresas envolvidas em controvérsias

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A estatal pediu para que seja mantido o sigilo sobre as atas, "a fim de resguardar informações de natureza negocial da companhia". (Foto: EBC)

A Petrobras está no topo de ranking de 2018 de empresas brasileiras com maior número de fatos controversos em temas ambientais, sociais e de governança. O segundo posto é ocupado pela BRF, seguido por JBS, Vale e Eletrobras. O ranking é resultado do estudo Controvérsias ASG, do Sitawi, envolve 100 empresas e oferece uma visão sobre os riscos legais, operacionais e reputacionais das companhias. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo e da agência de notícias Reuters.

A Petrobras havia ficado três anos fora da liderança, mas retomou o lugar em grande parte por conta da melhora das outras companhias. A BRF, em contrapartida, tem piorado nos últimos anos, muito em razão da Operação Carne Fraca e Operação Trapaça.

Áreas portuárias

A BR Distribuidora e a Transpetro, ambas unidades controladas pela Petrobras, levaram na sexta-feira duas das seis áreas portuárias leiloadas pelo governo brasileiro no Pará, enquanto a Petróleo Sabbá, da Raízen, e Ipiranga, do grupo Ultrapar, também fizeram ofertas vitoriosas pelos terminais de combustíveis.

O governo levantou quase 450 milhões de reais com o leilão dos terminais – cinco no porto de Miramar, em Belém, e um no porto de Vila do Conde, em Barcarena.

As concessões para operar os terminais estiveram envolvidas no mais recente leilão do governo, que busca angariar recursos para reduzir seu déficit orçamentário. Em março, a União levantou mais de 200 milhões de reais com a venda de áreas portuárias na Paraíba e em Vitória (ES), também arrematadas por empresas do setor de combustíveis.

Os terminais, que estavam em situação contratual precária em razão do vencimento do contrato anterior, respondem por parcela significativa do abastecimento regional de combustíveis líquidos e GLP. Com o leilão, as áreas devem receber investimentos de pouco mais de 420 milhões de reais.

No certame veiculado na internet, a BR Distribuidora, controlada pela Petrobras, ganhou a concessão de uma área no porto de Miramar com uma oferta de 50 milhões de reais.

A BR já operava na área arrematada, que tem 51.000 metros quadrados e capacidade de movimentação de 47 mil metros cúbicos de combustíveis. O contrato será válido por 20 anos, podendo ser sucessivamente renovado, até o limite de 70 anos.

“Com o resultado desse leilão, firmaremos novo contrato de longo prazo para utilização da área e realizaremos investimentos em infraestrutura em Miramar, principalmente em sistemas de recebimento e expedição de produtos, desde o píer, e na ampliação da tancagem, para aumento de eficiência logística da unidade”, disse o executivo de Logística da BR, Aurélio Antonio de Souza, em nota.

Segundo ele, há ainda uma expectativa de melhorias no calado do canal de acesso, bacia de evolução e píeres, mas isso vai depender da realização de obras de dragagem por autoridades federais.

Já a Transpetro, também da Petrobras, venceu outra área na mesma cidade, com uma oferta de 30,3 milhões de reais.

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