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Brasil Novo ministro da Educação tira militar da Secretaria-Executiva e indica economista

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(Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, anunciou a troca do brigadeiro Ricardo Machado pelo economista Antonio Paulo Vogel de Medeiros, para o cargo de secretário-executivo do MEC (Ministério da Educação). Além de economista, Vogel de Medeiros é formado em direito e estava como adjunto de Weintraub na Casa Civil. Também foram anunciados novos titulares para outras quatro secretarias. Arnaldo Barbosa de Lima Junior será secretário de Educação Superior. A SEB (Secretaria de Educação Básica) será comandada por Janio Carlos Endo Macedo.

Para a Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior foi escolhido Silvio José Cecchi. A Secretaria da Educação Profissional e Tecnológica ficará sob o comando de Ariosto Antunes Culau. A reestruturação feita pelo ministro Abrahm Weintraub ainda não chegou às outras duas secretarias restantes, de Modalidades Especializadas de Educação e Alfabetização.

Secretários mantidos

Com a mudança, apenas duas secretarias do MEC foram mantidas desde o início do governo: a Semesp (Secretaria de Modalidades Especializadas de Educação), e a Sealf (Secretaria de Alfabetização), que foi criada pelo novo governo e é ocupada por Carlos Nadalim, incumbido de apresentar uma nova política nacional para a alfabetização.

Secretaria-Executiva

Antonio Paulo Vogel de Medeiros é o quinto nome indicado publicamente para o cargo de secretário-executivo do MEC, considerado o “número 2” da pasta. Em janeiro, o primeiro a efetivamente assumir o cargo foi Luiz Antônio Tozi e, até agora, foi o que se manteve na função por mais tempo, pouco mais de dois meses. Ele foi exonerado em 12 de março após uma disputa interna entre grupos ligados aos militares e os seguidores do escritor Olavo de Carvalho.

Na época da exoneração, o nome de Rubens Barreto da Silva, que na véspera havia sido nomeado secretário-executivo adjunto. Porém, ele nunca chegou a ser nomeado ou tomou posse efetivamente do cargo. Em 14 de março, o então ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, anunciou por meio de seu perfil em uma rede social que a nova secretária-executiva seria Iolene Lima, que foi diretora de um colégio batista no Interior de São Paulo e, na época, tinha um cargo dentro da SEB.

Lima também nunca chegou a ser nomeada oficialmente e, oito dias depois do anunciou, divulgou uma nota afirmando que fora informada de que não ficaria mais no ministério. A Secretaria-Executiva passou 17 dias sem comando definitivo, e só teve outro nome oficialmente nomeado no “Diário Oficial de União” em 29 de março. Na ocasião, o governo anunciou a escolha do nome do tenente-brigadeiro Ricardo Machado Vieira para o cargo. Menos de duas semanas depois, com a troca de ministro, foi anunciada a mais recente troca de secretário-executivo.

 

tags: educação

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