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Notícias A atualização de dados da prefeitura indica 85 casos de dengue em Porto Alegre desde janeiro

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Casos autóctones se concentram em apenas dois bairros da Zona Norte da cidade. (Foto: Cristine Rochol/PMPA)

O mais recente boletim epidemiológico semanal da Secretaria Municipal da Saúde aponta 85 casos de dengue em Porto Alegre desde o início do ano. A contagem abrange seis transmissões ocorridas fora da cidade e 79 autóctones, ou seja, dentro da própria capital gaúcha – nesta última modalidade, a maioria ocorreu no bairro Santa Rosa de Lima (73) e as outras seis no Jardim Floresta, ambos na Zona Norte.

Desde janeiro, a Equipe de Vigilância de Doenças Transmissíveis da prefeitura recebeu 234 notificações de suspeita da doença em moradores da cidade. Ao menos 91 casos foram descartados e 58 continuam em investigação (no aguardo de exames laboratoriais), além das já mencionadas 85 confirmações.

O relatório também informa que, em relação à chikungunya, foram notificados 15 casos suspeitos, um deles confirmado, de um paciente com histórico de viagem recente ao Rio de Janeiro. Do restante, nove foram descartados e cinco aguardam resultado. Já em relação à infecção por zika vírus, foram notificados cinco casos – um descartado e quatro à espera de laudo.

História

Os primeiros exemplares do mosquito Aedes aegypti em Porto Alegre foram identificados em abril de 2001. Na época, a Secretaria Municipal de Saúde buscava o inseto transmissor em residências cujos moradores haviam comunicado a suspeita.

A má notícia de exatos 18 anos atrás acabou permitindo aos técnicos da Vigilância em Saúde a compreensão de hábitos e características desse vetor de doenças no ambiente urbano da Capital. A estimativa é de que cerca de 70% dos criadouros do Aedes na cidade sejam depósitos domésticos, mais facilmente elimináveis.

O Aedes costuma ser encontrado em locais de maior densidade populacional e, mais raramente, em ambientes semisilvestres. Por ser facilmente adaptável ao meio urbano, hoje a sua eliminação completa é considerada uma medida inviável.

Já os primeiros casos autóctones de dengue registrados em Porto Alegre datam de 2010, quando cinco moradores do bairro Jardim Carvalho foram diagnosticados com a doença. Nos dois anos seguintes, não houve esse tipo de registro na cidade, mas em 2013 a contagem chegou a 150 pessoas, nos bairros Partenon, São José, Bom Jesus e Santo Antônio (Zona Leste).

O registro de casos contraídos na capital gaúcha caiu para seis casos em 2014 e 17 no ano seguinte. Em 2016, as ocorrências voltaram a subir: 301 casos autóctones (o maior número já registrado na Capital) em 37 bairros, com predomínio da Vila Nova (Zona Sul) e Chácara das Pedras (Zona Norte).

Em 2017 e 2018 não houve registro de autoctonia, mas a dengue contraída dentro da própria cidade reapareceu em março deste ano, nos bairros Santa Rosa de Lima e Jardim Floresta, conforme mencionado no início desta matéria.

(Marcello Campos)

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