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Notícias Sociedade Brasileira de Dermatologia alerta para aumento de doenças sexualmente transmissíveis

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O uso de preservativo se torna importante em todas as etapas da relação. (Foto: Divulgação)

Diante de um menor temor da AIDS, a população, principalmente o público jovem, está tendo um maior número de relações desprotegidas, o que tem feito aumentar o número de casos de outras doenças. A constatação é da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), que aponta como exemplo a sífilis. A doença ressurgiu no mundo inteiro e no Brasil, em especial, segundo a SBD. Dados do Boletim Epidemiológico da Sífilis 2018 mostram que a taxa de detecção da sífilis adquirida aumentou de 44,1 para cada grupo de 100 mil habitantes.

O HPV também tem dados preocupantes. Em estudo recente realizado com um perfil de mulheres de 15 a 25 anos, foi registrada uma prevalência de HPV de 54,6%, ou seja, mais da metade das mulheres selecionadas, informa a SBD.

Mesmo que não exista uma estatística oficial, os casos de herpes genital também são motivo de alerta. O secretário geral da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção RS, André Costa Beber, comenta que o tratamento resolve uma crise, mas não cura a doença. “Por ser uma infecção que fica latente no indivíduo infectado, recidivando esporadicamente, a transmissão pode ocorrer durante toda a vida da pessoa e isso faz com que a prevalência seja muito alta”, diz.

O médico ainda explica que um grande problema do herpes genital é que ele aumenta muito a chance de se contrair HIV, pois é uma úlcera genital, ou seja uma ferida. Isso facilita que se transmita ou se contraia outras infecções, e, destas, a que mais preocupa é a AIDS.

O alerta principal da Sociedade Brasileira de Dermatologia é que essas doenças sexualmente transmissíveis são transmitidas por contato. Assim, o uso de preservativo se torna importante em todas as etapas da relação, já que não necessariamente precisa haver a penetração para que aconteça o contágio.

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