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Brasil A Comissão de Orçamento mantém os carros oficiais para Dilma e Lula

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Um dos carros oficiais do governo. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A Comissão Mista de Orçamento manteve a permissão orçamentária para aquisição de veículos oficiais para Dilma Rousseff e Lula em 2020. As informações são do colunista Guilherme Amado, da revista Época.

Parlamentares do colegiado rejeitaram um pedido do deputado Guilherme Derrite, do PP de São Paulo, que proibia o benefício para os ex-ocupantes do Planalto que perderam o mandato ou com condenação judicial. Como foi reprovado, Dilma Rousseff e Lula poderão ter os carros.

Derrite afirma que vai apresentar um novo destaque no plenário para tentar assegurar a restrição.

Grampos em diálogos de Dilma e Lula

Ao contrário do que disse Sérgio Moro na semana passada na audiência do Senado, o grampo nos diálogos telefônicos entre Dilma Rousseff e Lula, em 2016, não tinham autorização legal. As gravações foram feitas após o próprio Moro pedir a interrupção dos grampos, ou seja, fora do período permitido.

A suspensão da captação do áudio do telefone de Lula, em que ele conversou com Dilma, foi determinada às 11h12 do 16 de março de 2016. O diálogo foi gravado às 13h32.

Um delegado comunicou o conteúdo a Moro às 15h34, mas mesmo assim Moro levantou o sigilo às 16h21 do mesmo dia.

Na época, Moro até pediu desculpas ao STF, dizendo que a divulgação não teve motivação político-partidária e que “não havia reparado antes no ponto”, mas que não via relevância naquilo.

Desejo de morte

Embora o ministro do GSI, Augusto Heleno, tenha protestado recentemente porque Lula usou a facada que Jair Bolsonaro sofreu com razões políticas, o próprio Bolsonaro fez o mesmo no passado — contra Dilma Rousseff.

Em 2015, numa entrevista, ao responder sobre a permanência de Dilma no Planalto, Bolsonaro afirmou: “Espero que o mandato dela acabe hoje, infartada ou com câncer, ou de qualquer maneira”.

Suspeição e efeito dominó

Para o advogado criminalista Pierpaolo Bottini, uma eventual anulação da sentença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a partir de pedidos de suspeição do ex-juiz federal Sérgio Moro não deve criar um “efeito dominó” na Operação Lava-Jato.

Bottini, que trabalhou na defesa de investigados pela força-tarefa — como o empresário Joesley Batista, a jornalista Claudia Cruz, mulher do ex-deputado Eduardo Cunha, e o deputado federal Arthur Lira (PP-AL) —, afirmou em entrevista à revista que os diálogos de Moro divulgados pelo portal The Intercept Brasil criam um “fato novo” jurídico. A extensão do impacto, porém, pode não atingir toda a operação.

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