Sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil A Procuradora-geral da República pediu à Lava-Jato avaliação de mensagens vazadas

Compartilhe esta notícia:

O “apoio institucional” expressado por Raquel Dodge à operação não satisfez procuradores que esperavam uma manifestação enfática em defesa dos colegas. (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

Na reunião chamada pela procuradora-geral, Raquel Dodge, na terça-feira (16), os integrantes da força-tarefa da Operação Lava-Jato de Curitiba foram instados a fazer uma avaliação do teor das mensagens obtidas e divulgadas pelo The Intercept – e a dizer se têm ideia do que está por vir.

Os procuradores teriam dito que não há nada ilegal nas conversas. Ainda assim, ouviram pedido de cautela, para evitar mais exposição. O “apoio institucional” expressado por Raquel Dodge à operação não satisfez procuradores que esperavam uma manifestação enfática em defesa dos colegas. Quem a conhece viu na moderação um sinal de que teme que os vazamentos arranhem a imagem institucional do Ministério Público Federal.

Reunião

O coordenador da força-tarefa da Operação Lava-Jato no Paraná, Deltan Dallagnol, disse durante reunião de cerca de três horas com a procuradora-geral Raquel Dodge, chefe do Ministério Público Federal, que os procuradores nunca ultrapassaram a “linha ética” nas investigações sobre corrupção conduzidas em Curitiba.

A reunião, que incluiu outros procuradores, tratou dos diálogos entre Deltan, outros membros do MPF e o então juiz Sérgio Moro, hoje ministro da Justiça e Segurança Pública. O procurador demonstrou preocupação com o que classificou como uma tentativa de atingir o órgão e reforçou que o grupo cumpriu seu dever no combate à corrupção. “Temos tranquilidade em relação ao que fizemos. Não ultrapassamos a linha ética. Somos um grupo grande que sempre decidiu em conjunto. Sucessivas pessoas passaram por lá, a atuação era técnica e legítima”, afirmou.

Deltan, ao lado de Moro, tem sido um dos mais chamuscados pela divulgação de mensagens trocadas pelo aplicativo Telegram que sugerem uma cooperação entre a acusação – representada pelos procuradores – e o então juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba, inclusive no processo que levou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à prisão.

Após o encontro, a PGR emitiu uma nota na qual afirma que “o apoio institucional, financeiro e de pessoal ao combate à corrupção e ao crime organizado, para que a força-tarefa da Lava-Jato cumpra com integridade seus objetivos, continuará, permitindo que o patrimônio público seja preservado e a honestidade dos administradores prevalecerá”.

Raquel Dodge, no entanto, ressalva que “o respeito ao contraditório e à ampla defesa devem sempre ser observados na atuação institucional, especialmente nas ações judiciais, para assegurar que o trabalho feito com qualidade e eficiência passe pelo crivo das várias instâncias judiciais e do Ministério Público e esteja apto a produzir efeitos legais válidos”.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

A prefeitura de Porto Alegre regulamentou mais 12 espaços de convívio nas calçadas
Fotos do pouso na Lua são impossíveis de falsificar, explica especialista
Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Pode te interessar