Sábado, 21 de fevereiro de 2026
Por Redação O Sul | 17 de julho de 2019
Nesta quinta-feira, a ABCCC (Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Crioulo) realiza no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, o primeiro de três dias de provas finais da “Doma de Ouro” e “Um Ano de Freio”. O evento prossegue até sábado e ocorre paralelamente à Prévia Morfológica e a Exposição de Castrados, tendo como jurados Leandro Amaral e Daniel Waihrich Marim Teixeira.
“A expectativa é muito boa”, projeta o vice-presidente de eventos da entidade, Mateus Gularte Silveira. A começar pela Prévia Morfológica, ele considera surpreendente o número de animais inscritos – 300 – em busca de uma vaga para a Expointer:”Isso prova que o pessoal está engajado. Com a evolução da raça crioula, todos querem estar na Feira, partilhando experiências. o que prova que o nosso palco maior é muito almejado”.
Em relação à “Doma de Ouro” e à “Prova de Um Ano de Freio”, o dirigente da ABCCC ressalta que a presença dos melhores domadores e animais garante um alto nível ao evento. “Isso mostra a evolução do criador e do corpo técnico, respaldado pela diretoria da Associação, do Conselho Deliberativo Técnico e da Comissão de Provas Funcionais”, prossegue.
Ainda de acordo com Silveira, esse trabalho demonstra a importância da prova de 21 dias, que define como “o início de tudo, afinal é ali que a gente começa a selecionar cavalos”. Ele acrescenta que a ABCCC se preocupa com a sequência e a preservação dos animais. Elogia, ainda, o fato de a “Doma de Ouro” ser muito disputada, “tanto que mais do que dobrou o número de participantes em relação ao ano passado”.
Somando-se os prêmios para ambas as modalidades, o valor chega a R$ 40 mil. Desse montante, R$ 25 mil são destinados aos quatro primeiros conjuntos finalistas da prova “Um Ano de Freio” e R$ 15 mil a serem repartidos entre os seis conjuntos finalistas da “Doma de Ouro”. O evento em Esteio conta com os patrocínios do Banrisul e das empresas Vetnil e Supra.
Expointer
A 42ª Expointer será realizada de 24 de agosto a 1º de setembro no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio, na Região Metropolitana. A movimentação no local – que já está totalmente voltado para a Feira – começou nos primeiros dias deste mês.
Trata-se de um dos eventos mais tradicionais do agronegócio no País e também a maior feira a céu aberto de toda a América Latina. A Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural também promove no local a Expoleite/Fenasul, em maio.
Embora o imaginário coletivo associe o parque de Esteio (inaugurado em 1970) à Expointer (realizada desde 1972), ao longo do ano os seus mais de 140 hectares recebem uma programação que inclui leilões de animais, provas dos cavalos árabe e manga-larga, mostra de carros, encontros religiosos e cursos de formação, dentre outros.
No ano passado, a Feira movimentou R$ 2,3 bilhões, 13% a mais que em 2017. O segmento de máquinas e implementos agrícolas apresentou crescimento de 18,8%, ao passo que o Pavilhão da Agricultura Familiar vendeu 40,3% a mais e os estandes de artesanato tiveram faturamento adicional 16,18% no mesmo comparativo. Já a comercialização de animais caiu 3,6%.
E se os resultados de comercialização agradaram os expositores, o volume de público também não deixou a desejar. Apesar da chuva que castigou a feira nos últimos dias da quadragésima-primeira edição, em mais de uma semana circularam pelo Parque de Exposições Assis Brasil aproximadamente 370.581 pessoas.
(Marcello Campos)
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