Segunda-feira, 12 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 17 de agosto de 2015
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
Flavio Pereira
Nesta segunda-feira, a partir das 13h30min, a Assembleia Legislativa promove mais um debate com a pauta recorrente: as possíveis mudanças de modelos de gestão para Estado e o País saírem da crise. A pauta de hoje no Teatro Dante Barone: Modelos de Reforma do Estado no Brasil. Foram convidados o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), o prefeito de Canoas, Jairo Jorge (PT), o cientista político Fernando Schuller e o presidente do Tribunal de Contas do Estado, conselheiro Cezar Miola.
Debate necessário
Um debate necessário e útil certamente deveria chamar o governador do Estado vizinho de Santa Catarina, Raimundo Colombo. Ali, em 2012, Colombo foi protagonista de um inédito e competente processo isolado de renegociação da dívida catarinense com a União. Teve o respaldo de um competente senador e ex-governador catarinense, recentemente falecido: Luiz Henrique da Silveira, que articulou no Senado a aprovação do projeto que autorizou a mudança do formato da dívida daquele Estado. O governador catarinense poderia vir ao Estado e ensinar nossos gestores como se faz tudo isso na prática.
Fatiando cargos
Ex-presidente da Assembleia Legislativa e atual líder do governo, o deputado estadual Alexandre Postal, com a experiência que a vida pública lhe deu, comenta com frequência que, no momento oportuno, o legislativo deveria rever a prática de fatiar as gestões entre quatro partidos. A prática tem evitado a consolidação de uma cultura de gestão na Assembleia Legislativa. O problema é que acabar com a prática, disseminada até mesmo no preenchimento de vagas para o Tribunal de Contas do Estado, é algo tão difícil quanto exigir da presidente Dilma Rousseff a redução dos 39 ministérios, fatiados entre aliados.
Somando votos
A semana começa com a intensificação da costura do governo do Estado junto aos deputados da base. O objetivo é evitar que o envio do projeto prevendo a readequação de impostos sobre produtos e serviços seja impactado pelas manifestações contrárias de deputados da própria base. O governo já identificou que a resistência maior hoje está no Partido Progressista. Dentro da bancada, em nome da manutenção da posição de coerência firmada em documento entregue ao governador ainda no processo de negociação que antecedeu a ocupação de cargos, contra o aumento, há quem defende, em último caso, até mesmo a saída do governo.
O caso Basegio
Às 10h30min, na Comissão de Ética e Decoro Parlamentar, mais um capítulo da novela que envolve o processo que analisa a conduta do ex-líder do PDT, deputado estadual Diógenes Basegio.
O saldo das manifestações
Governo e oposição começam hoje a avaliar, cada um sob a sua ótica, a melhor leitura das manifestações ocorridas ontem em vários Estados brasileiros. A retomada dos trabalhos do Congresso Nacional amanhã, terça-feira, poderá dar um termômetro mais exato da repercussão dentro do universo político.
flaviopereira@osul.com.br
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