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Notícias O Rio Grande do Sul terá um programa voltado para o atendimento de autistas e familiares

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Iniciativa consta em projeto que será sancionado pelo governo gaúcho nesta quarta-feira. (Foto: Reprodução)

Aprovado recentemente pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, o projeto de lei que institui a política de atendimento integrado aos autistas e seus familiares será sancionado às 11h desta quarta-feira pelo governador Eduardo Leite. A iniciativa é do deputado estadual Eduardo Loureiro (PDT) e foi construída em conjunto com a Rede Gaúcha Pró-Autismo.

Com a lei, o Estado ganha um programa específico que busca garantir o desenvolvimento de pessoas com TEA (Transtornos do Espectro Autista), estendendo esse amparo também aos familiares, por meio de atendimento integrado nas áreas da saúde, educação e assistência social.

Uma das medidas prevê que pessoas autistas recebam atenção e prioridade em especialidades como neurologia, psiquiatria, psicopedagogia, fonoaudiologia e fisioterapia, entre outras, buscando com isso a reabilitação e a consequente qualidade de vida de pessoas com autismo e suas famílias.

Outro ponto importante do projeto são as ações de esclarecimentos aos profissionais que atuam na segurança pública, especialmente bombeiros e policiais militares, sobre os procedimentos na hora da abordagem ou na prestação de socorro às pessoas TEA.

Entenda

Os TEA abrangem um grupo de desordens complexas do desenvolvimento cerebral: transtorno autista, transtorno desintegrativo da infância, transtorno generalizado do desenvolvimento não-especificado e síndrome de Asperger.

Normalmente, o diagnóstico é possível com 2 ou 3 anos de idade. Dentre os principais sintomas estão dificuldades de comunicação, interação social, contato visual, expressão facial, gestual e de emoções. Alterações comportamentais como o interesse intenso em atividades específicas também podem fazer parte do quadro.

Ainda não há uma cura conhecida, mas alguns medicamentos são prescritos para casos de agressividade e outros problemas paralelos, como depressão e ansiedade. O tratamento deve ser multidisciplinar, englobando médicos, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, psicólogos e pedagogos, de forma a incentivar o paciente a realizar sozinho tarefas cotidianas.

(Marcello Campos)

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